Do Bikemagazine
Fotos de divulgação
A primeira edição do campeonato mundial de gravel teve vitória de um bicicleta de estrada. Pode parecer controverso, mas a verdade é que o percurso majoritariamente plano na região do Veneto, na Itália, favoreceu o uso de bicicletas tradicionais de estrada.
Na prova da elite masculina, por exemplo, o percurso de 194km teve um total de 800 metros de desnível, com poucos trechos técnicos e terreno seco e batido em todo o trajeto.
Foram 36% de estradas de terra, 18% de cascalho, 1% de paralelepípedos, 17% em piso duro e 27% de asfalto. Com estas características, muitos ciclistas apostaram na eficiência de uma bike de estrada tradicional, com pneus off road.
O belga Gianni Vermeesch, ciclista de estrada que defende a equipe Alpecin-Deceuninck, faturou o primeiro título mundial de gravel pedalando a versão 2023 da Canyon Ultimate CFR.
A segunda colocação ficou com o italiano Daniel Oss, que pedalou uma Specialized Roubaix S-Works, mesma escolha de Peter Sagan.
A bike de Vermeesch estava equipada com o tradicional grupo Shimano Dura-Ace Di2 (coroas 52×36 e cassete 11×34), freios a disco, pedais Shimano Dura-Ace, rodas de perfil baixo Shimano Dura-Ace C36. O único apelo “off road” ficou por conta dos pneus tubeless Victoria Terreno Dry, de 35mm atrás e 33mm na frente.
Mathieu Van der Poel correu com uma bike praticamente igual à de Vermeesch e terminou na terceira colocação.
A escolha da Canyon Ultimate CFR surpreendeu a todos, já que num post na semana anterior, a Alpecin-Deceuninck sugeriu que seus atletas usariam o modelo Grizl na competição. Mas a opção acabou sendo a Ultimate CFR.
Outros ciclistas também optaram por modelos de estrada, como foi o caso de Lachlan Morton e Magnus Cort Nielsen que pedalaram o modelo SuperSix EVO SE da Cannondale.








