Do Bikemagazine
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A temporada 2025 do ciclismo está prestes a começar e o novo ano trouxe novas regras para o pelotão. A UCI (União Ciclística Internacional) garante que as iniciativas são para melhorar a segurança nas corridas de estrada femininas e masculinas. Entre as novidades está a introdução oficial do “cartão amarelo”.
Segundo a UCI, foram registrados 497 incidentes em 2024 nos eventos UCI WorldTour, UCI Women’s WorldTour e UCI ProSeries (masculino e feminino). “Além de erros não provocados dos ciclistas, que representam 35% dos incidentes, outros fatores importantes que contribuíram para os incidentes incluem situações de tensão geradas pela abordagem de pontos de interesse taticamente importantes na corrida, como subidas, setores de paralelepípedos ou sprints (13%) e condições perigosas da estrada, em particular estradas molhadas e escorregadias (11%). A infraestrutura da estrada, as más condições da estrada e o comportamento dos veículos foram a causa de 9%, 4% e 1% dos incidentes registrados, respectivamente”, informa o balanço divulgado.
O sistema de cartão amarelo foi testado em 2024. Um total de 31 cartões foram aplicados em 66 dias de corrida, para ciclistas (52% dos casos), equipe técnica (32%) e motoristas e pilotos de veículos de mídia (16%). Em 2025, entra oficialmente em vigor e vai valer no World Tour masculino e feminino, nos Campeonatos Mundiais de Estrada UCI, nos eventos UCI ProSeries e nos Campeonatos Continentais.
Esses cartões amarelos representarão uma sanção, mas não existirão fisicamente. No entanto, eles serão listados no comunicado da corrida publicado após a chegada. Pelo regulamento, jogar a caramanhola em local inadequado ou outros pequenos incidentes serão considerados “infração leve” e podem gerar um cartão amarelo. Com dois cartões no mesmo evento o ciclista terá suspensão de sete dias, se receber três em 30 dias a suspensão será estendida para 14 dias. Com seis cartões em um ano a suspensão do ciclista será de 30 dias.
“Esta iniciativa terá um efeito dissuasivo sobre qualquer pessoa presente no pelotão da corrida (ciclistas, diretores esportivos, outros motoristas e motociclistas etc.) que possa se envolver em comportamento que comprometa a segurança do evento. Além disso, o sistema terá como objetivo tornar todas essas pessoas mais responsáveis, introduzindo o monitoramento de má conduta ao longo do tempo e, consequentemente, encorajando o comportamento respeitoso” destaca a UCI.
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Nova regra na comemoração diz que ciclista não pode tirar as mãos do guidão para celebrar vitória de companheirosOutra mudança envolve a restrição de comemorações enquanto o pelotão ainda está em competição. A nova regra diz que os ciclistas não poderão tirar as mãos do guidão para celebrar vitórias de companheiros de equipe, estando sujeitos a multas, possível desclassificação e um cartão amarelo.
Em relação à zona de sprint, a chamada “regra dos três quilômetros” poderá ser estendida para o máximo de cinco quilômetros, a pedido do organizador e sujeito à aprovação da UCI. Pela regra, quando um ciclista entra na zona que leva ao sprint final e é vítima de um incidente devidamente registrado (por exemplo, uma queda, problema mecânico ou furo) nos últimos três a cinco quilômetros de uma etapa de estrada (excluindo chegadas em montanha), dependendo do que foi determinado antes da etapa, o ciclista será creditado com o tempo do(s) ciclista(s) com quem estava pedalando no momento do incidente.
A Comissão SafeR, do programa que acompanha as novas regras UCI, também recomendou mudanças nos regulamentos da zona de alimentação. Para a temporada 2025, o requisito é que os organizadores instalem uma zona de alimentação aproximadamente a cada 30 a 40 quilômetros em conjunto com zonas de descarte de lixo.
O programa SafeR reúne representantes de todas as partes interessadas no ciclismo de estrada – organizadores (Association Internationale des Organisateurs de Courses Cyclistes – AIOCC), equipes (Association Internationale des Groupes Cyclistes Professionnels – AIGCP), ciclistas (Cyclistes Professionnels Associés – CPA e CPA Women) e a UCI.
A SafeR é composta por três órgãos: um Conselho de Supervisão, uma comissão dedicada e um Comitê de Gestão de Casos. O Conselho de Supervisão se reúne quatro vezes por ano para tomar decisões estratégicas e orçamentárias. A Comissão SafeR se reúne mensalmente para aconselhar sobre questões como regulamentos, equipamentos e educação. Finalmente, o Comitê de Gestão de Casos se reúne semanalmente para revisar incidentes de corrida, antecipar problemas para as próximas corridas e conduzir auditorias de segurança de equipes e corridas.
O presidente da UCI, David Lappartient, destaca: “A segurança dos ciclistas é uma prioridade, tanto para a UCI quanto para todos os envolvidos no ciclismo masculino e feminino. Lançado em 2023, o SafeR agora tem uma estrutura sólida e está progredindo com rigor e profissionalismo em direção à implementação de iniciativas que tornarão o ciclismo de estrada mais seguro para seus principais participantes, os ciclistas.”
“Os testes realizados para avaliar várias medidas desenvolvidas pela SafeR demonstram não apenas a necessidade óbvia de desenvolver nossas regras e protocolos, mas também nossa excelente colaboração com organizadores, equipes e ciclistas. Estamos todos unidos na causa da segurança e continuaremos a progredir nessa direção em 2025 e além.”
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Site oficial da UCI







