Do Bikemagazine
Foto de divulgação
Em tempos de Clássicas, e com o Tour de Flanders chegando, um de seus heróis, o suíço Fabian Cancellara, voltou ao assunto do dia. Um dos mais condecorados do pelotão, Cancellara se retirou do ciclismo profissional após o ouro no contrarrelógio olímpico na Rio-2016.
Mas o suíço se manteve no esporte, comandando sua equipe, a Tudor, que estará neste domingo (6 de abril) na disputa do Tour de Flanders, a Ronde van Vlaanderen e, nesta temporada, estreia no Tour de France após receber um dos convites.
A polêmica em torno de sua impressionante vitória no Tour de Flanders de 2010, sua primeira das três vitórias na Monumento, foi lembrada antes da disputa deste domingo. Na época, houve especulações de doping mecânico, especialmente da torcida belga, que estava ao lado do favorito Tom Boonen.
Mas Cancellara, hoje, não se abala mais e diz que consegue rir da história. “Não estão cansados desses rumores? Sinto-me mal principalmente por todas essas pessoas que inventam essas histórias. Já me machucou, hoje posso rir disso. Não preciso mais provar nada. Os resultados mostraram quem eu sou e quem eu era como ciclista”, afirmou.
“Provei por 10 anos que eu podia andar naquele nível e os resultados foram os mesmos. Então as pessoas dizem isso ou aquilo, que eu tinha uma (bike com motor), isso não é legal”, completou.
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Foi após Cancellara que apareceram as primeiras denúncias sobre o uso de motores escondidos nas bikes. As suspeitas desde então só cresceram a ponto da UCI passar a monitorar as bikes das principais corridas do calendário, incluindo as grandes voltas. A comprovação finalmente veio no Mundial de Ciclocross de 2016, quando a UCI flagrou na Bélgica a bike da atleta Femke Van den Driessche com um motor escondido no quadro. Tal e qual se desconfiava. Relembre aqui
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Cancellara se aposentou após o título olímpico no Rio de Janeiro, quando ainda estava no auge. Naquele ano, venceu a Strade Bianche e terminou em 2º lugar em Flanders. “Eu fechei esse capítulo com minha medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio. Foi o momento certo e pareceu certo”, disse.
Sobre o Tour de Flanders, o suíço mostra sua paixão. “É uma corrida que tem um lugar especial no meu coração. Algumas das minhas vitórias mais inesquecíveis aconteceram aqui, e devo muito à Bélgica. Ver a equipe competir aqui é realmente um momento especial para mim.”
“É um evento único. Começa com o país, a região, as pessoas. Você tem os paralelepípedos, as lojas de salgadinhos, a cerveja… É uma corrida que tem tantas coisas ao mesmo tempo. Especialmente agora que a largada não é em Antuérpia, mas em Bruges. É como estar em um estádio. Você vê as equipes indo para o Grote Markt. Esses são sentimentos intensos de orgulho e felicidade”, completa Cancellara.
A equipe, que contava com Julian Alaphilippe, teve que mudar os planos com a ausência do francês e escalou para a clássica Marco Haller, Arthur Kluckers, Alexander Krieger, Fabian Lienhard, Maryus Mayrhofer, Rick Pluimers e Matteo Trentin.
Nesta temporada, a Tudor vai disputar o Tour de France pela primeira vez, após receber o convite wildcard. “Nosso sonho está se tornando realidade. Estou muito feliz pela equipe, orgulhoso. Em julho, iremos à França para disputar e não apenas para participar.”
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