Do Bikemagazine
Fotos de divulgação
O campeão mundial Tadej Pogacar (UAE Team Emirates XRG) confirmou o favoritismo e conquistou a 111ª edição da clássica Liège-Bastogne-Liège, neste domingo (27 de abril), com um ataque devastador em La Redoute, a mesma subida que usou para vencer um ano atrás, antes do passeio solo de 35 quilômetros até a linha de chegada.
O esloveno conseguiu sua terceira vitória na Monumento sendo o atual campeão do Tour de France e dono da camisa arco-íris, um feito alcançado apenas por Eddy Merckx em 1972. Seu desempenho se soma aos seus pódios da Milão-Sanremo (3º) e Paris-Roubaix (2º) e sua vitória no Tour de Flandres para selar uma campanha histórica nas Clássicas, já que apenas Sean Kelly (1984) e, claro, Merckx (1969 e 1975) conseguiram terminar entre os três primeiros em todas as quatro Monumentos da Primavera no mesmo ano.
Em segundo e terceiro lugares na linha de chegada no Quai des Ardennes, em Liège, ficaram Giulio Ciccone (Lidl-Trek) e Ben Healy (EF Education-EasyPost), uma dupla que conseguiu manter o grupo principal afastado nos quilômetros finais.
“É ótimo terminar a primeira parte da temporada assim. Tudo correu perfeitamente até agora. Eu não tinha a intenção de atacar em La Redoute. O ritmo estava forte antes e vi que alguns dos meus rivais não tinham mais muitos companheiros de equipe. Decidi testar minhas pernas e depois avaliar no topo, dependendo da diferença, se eu continuaria ou não. Me dediquei porque tinha pernas. Me senti bem também na subida depois de La Redoute, então consegui continuar até a linha de chegada”, contou Pogacar.
“No início, a Soudal Quick-Step controlava a corrida. Eles estavam na frente o dia todo. E em determinado momento, eles desapareceram da frente e eu não sabia por quê. Pensei que eles poderiam estar economizando energia para La Redoute, mas então olhei ao redor e [Remco Evenepoel] não estava mais lá. Isso também foi uma boa motivação para atacar naquele momento”, continuou. Evenepoel ficou para trás, no grupo de 30 ciclistas que perdeu tempo no Côte de la Roche-aux-Faucons (Km 238,7, 1,3 km a 11%).
“Não estou aqui para escrever livros, apenas gosto de corridas de bicicleta. Posso ficar feliz e humilde por ser tão bom nisso. Com certeza, as vitórias são as melhores, mas a experiência em Roubaix foi algo que eu nunca imaginei que conseguiria. Criamos muitas memórias legais nesta primavera. É uma campanha perfeita nas Clássicas e estou superfeliz. Podemos nos orgulhar do que conquistamos”, completou.
A edição da corrida em 2025 teve 252 quilômetros de percurso e 174 ciclistas na largada. Logo após a abertura, um grupo com dez abriu vantagem no Km 23: Hannes Wilksch (Tudor Pro Cycling Team), Stan Van Tricht (Alpecin-Deceuninck), Jack Haig (Bahrain Victorious), Sakarias Koller Loland (Uno-X Mobility), Kamiel Bonneu (Intermarché-Wanty), Eduardo Sepúlveda (Lotto), Rayan Boulahoite, Valentin Retailleau (TotalEnergies), Ceriel Desal e Henri-François Haquin (Wagner Bazin WB).
Mais dois ciclistas, Mathis Le Berre (Arkéa-B&B Hotels) e Johan Meens (Wagner Bazin WB), partiram rapidamente em perseguição e se juntaram aos escapados. A fuga chegiu a abrir mais de 5 minutos, com a UAE Team Emirates-XRG e a Soudal-Quick Step mantendo a liderança do pelotão, em benefício de Tadej Pogacar e Remco Evenepoel.
A paisagem mudou ligeiramente no Col de Haussire – Stèle Claudy Criquelion (Km 119,4, 3,9 km a 6,8%) com o ataque de dois ciclistas da Ineos Grenadiers: Bob Jungels, vencedor da Liège-Bastogne-Liège de 2019, e Tobias Foss, campeão mundial da ITT de 2022. O pelotão acelerou, com a Lidl-Trek contribuindo para os esforços conjuntos da UAE e da Soudal em nome de seu líder, Mattias Skjelmose, vencedor surpresa da Amstel Gold Race (lembre aqui) no sprint com Pogacar e Evenepoel.
Uma forte investida de Domen Novak, da UAE, na subida da Côte de Wanne (Km 167, 3,6 km a 5,1%) trouxe de volta a dupla da Ineos. Mais tarde, na Côte de Stockeu – Stèle Eddy Merckx (Km 173,5, 1 km a 12,5%), Boulahoite atacou e criou uma seleção na frente com Sepúlveda, Haig, Le Berre e Loland. A fuga tinha apenas 30 segundos de vantagem no Col du Rosier (Km 192) e foi alcançada bem no topo, enquanto Novak mantinha um ritmo alucinante.
A UAE Team Emirates comandou a corrida até a Côte de la Redoute (Km 218, 1,6 km a 9,4%), onde seu líder, Tadej Pogacar, disparou e conquistou a vitória sozinho. Um grupo de perseguição, composto por Ben Healy (EF Education-EasyPost), Giulio Ciccone (Lidl-Trek), Tom Pidcock (Q36.5) e Julian Alaphilippe (Tudor) partiu em busca do esloveno, que já estava com 1 minuto de vantagem no topo da Côte des Forges (Km 228,7). Ciccone e Healy conseguiram se manter afastados dos seus perseguidores e subir ao pódio ao lado do campeão mundial, em 2º e 3º, a 1min03s.
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Com uma brilhante chegada, Kim Le Court (AG Insurance-Soudal Team), ciclista das Ilhas Maurício, conquistou uma vitória absolutamente impressionante em sua primeira vez na disputa. A nona edição da Liège-Bastogne-Liège Femmes terminou em sprint, com Kim Le Court superando um forte grupo composto por Puck Pieterse (Fenix-Deceuninck), Demi Vollering (FDJ-Suez) e Cedrine Kerbaol (EF Education-Oatly) na linha de chegada. Pieterse ficou em segundo e Vollering em terceiro.
“Estou sem palavras. Sofri um pouco hoje, no final, vi que tinha pernas em La Roche-aux-Faucons e realmente fui no meu ritmo. Simplesmente mantive o ritmo, a confiança em mim mesma e guardei um pouco para o final. Reduzi a diferença para Demi (Vollering), Puck (Pieterse) e Lotte (Kopecky), minhas pernas começaram a doer um pouco nos últimos 5 quilômetros, mas não desisti. Não acredito. É uma loucura”, comemorou a vencedora.
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