Paris-Roubaix 2025 terá 55,3 quilômetros de paralelepípedos em 30 setores

Terceira clássica Monumento do calendário será disputada neste domingo; veja o percurso

Bikemagazine
8 de abril de 2025

No percurso da Paris-Roubaix, clássica na França que chega em sua 122ª edição neste domingo

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

A corrida Paris-Roubaix, a “rainha das clássicas”, ou a “Inferno do Norte”, será disputada neste domingo (13 de abril), com 259,2 km de percurso entre Compiègne, a cerca de 80 km de Paris, que recebe a largada da corrida desde 1977, e a chegada no velódromo de Roubaix. Na 122ª edição da prova, o pelotão terá 30 setores de paralelepípedos, totalizando 55,3km (abaixo dos 55,7km de 2024).

Os setores de paralelepípedos passaram pela tradicional vistoria antes da prova nesta terça-feira (8 de abril) para validar as classificações de dificuldade atribuídas a cada um dos trechos, avaliados com base na sua extensão, na irregularidade das pedras, no estado geral do trecho e sua localização. Os setores classificados com cinco estrelas continuam sendo o Trouée d’Arenberg (#19), Mons-en-Pévèle (#11) e o Carrefour de l’Arbre (#4).

Durante o reconhecimento final, o diretor da corrida, Thierry Gouvenou, explicou o novo trajeto para a chicane que leva ao Trouée d’Arenberg: “Haverá quatro curvas à direita em 600 metros. A abordagem deve ser mais suave do que com a curva fechada que tivemos no ano passado. A comunidade de municípios de Porte du Hainaut teve a estrada que não podíamos usar em 2024 atualizada, repavimentando uma pequena parte que precisava ser remendada”, contou.

Os 30 setores de paralelepípedos da Paris–Roubaix
30: Troisvilles a Inchy (km 95,8 – 2,2 km) ***
29: Viesly a Quiévy (km 102,3 – 1,8 km) ***
28: Quiévy a Saint-Python (km 104,9 – 3,7 km) ****
27: Saint-Python (km 109,6 – 1,5 km) **
26: Vertain a Saint-Martin-sur-Ecaillon (km 116,7 – 2,3 km) ***
25: Verchaing-Maugré a Quérénaing (km 128 – 1,6 km) ***
24: Quérénaing a Artres (km 130,9 – 1,3 km) **
23: Artres a Famars (km 133,8 – 1,2 km) ***
22: Quérénaing a Maing (km 138,5 – 2,5 km) ***
21: Maing a Moncheaux-sur-Ecaillon (km 141,6 – 1,6 km) ***
20: Haveluy a Wallers (km 154,5 – 2,5 km) ****
19: Trouée d’Arenberg (km 163,9 – 2,3 km) *****
18: Wallers a Hélesmes (km 170 – 1,6 km) ***
17: Hornaing a Wandignies (km 176,8 – 3,7 km) ****
16: Warlaing a Brillon (km 184,2 – 2,4 km) ***
15: Tilloy a Sars-et-Rosières (km 187,7 – 2,4 km) ****
14: Beuvry a Orchies (km 194,1 – 1,4 km) ***
13: Orchies (km 199,1 – 1,7 km) ***
12: Auchy a Bersée (km 205,2 – 2,7 km) ****
11: Mons-en-Pévèle (km 210,6 – 3 km) *****
10: Mérignies a Avelin (km 216,7 – 0,7 km) **
9: Pont-Thibault à Ennevelin (km 220 – 1,4 km) ***
8: Templeuve – L’Epinette (km 225,4 – 0,2 km) *
8: Templeuve – Moulin-de-Vertain (km 226 – 0,5 km) **
7: Cysoing a Burghelles (km 232,4 – 1,3 km) ***
6 : Bourghelles a Wannehain (km 234,9 – 1,1 km) ***
5 : Camphin-en-Pévèle (km 239,4 – 1,8 km) ****
4 : Carrefour de l’Arbre (km 242,1 – 2,1 km) *****
3 : Gruson (km 244,4 – 1,1 km) **
2: Willems a Hem (km 251,1 – 1,4 km) **
1: Roubaix (km 257,8 – 0,3 km) *

Trecho do setor do Carrefour de l’Arbre

História
A terceira prova clássica Monumento do calendário começou a ser disputada em 1896 e os belgas dominam o ranking dos campeões, com 57 vencedores ao longo de 120 edições. Dois belgas, inclusive, detém o recorde de maior número de vitórias na corrida, com Roger De Vlaeminck vencendo quatro vezes na década de 1970 e Tom Boonen entre 2005 e 2012. O quadro de honra está repleto de grandes nomes da história do ciclismo, de Eddy Merckx e Sean Kelly a Johan Museeuw e Fausto Coppi.

VENCEDORES RECENTES
2024: Mathieu Van der Poel (Alpecin Deceuninck)
2023: Mathieu Van der Poel (Alpecin Deceuninck)
2022: Dylan van Baarle (Ineos Grenadiers)
2021: Sonny Colbrelli (Ita) Bahrain Victorious
2020: cancelada
2019: Philippe Gilbert (Bel) Deceuninck-QuickStep
2018: Peter Sagan (Svk) Bora-Hansgrohe
2017: Greg Van Avermaet (Bel) BMC Racing
2016: Mathew Hayman (Aus) Orica-GreenEdge
2015: John Degenkolb (Ale) Giant-Alpecin
2014: Niki Terpstra (Hol) Etixx-QuickStep
2013: Fabian Cancellara (Sui) RadioShack
2012: Tom Boonen (Bel) Omega Pharma-QuickStep
2011: Johan Vansummeren (Bel) Garmin-Cervelo
2010: Fabian Cancellara (Sui) Saxo Bank
2009: Tom Boonen (Bel) QuickStep
2008: Tom Boonen (Bel) QuickStep
2007: Stuart O’Grady (Aus) Team CSC

O percurso

A Paris-Roubaix 2025 larga em Compiègne e vai cobrir uma rota de 259,2 km até o Velódromo em Roubaix. As mudanças feitas no trajeto desta edição incluem uma sequência que verá um aumento na intensidade logo antes de enfrentar os paralelepípedos de Trouée d’Arenberg. A abordagem imediata a esta seção-chave também foi modificada.

O percurso da Paris-Roubaix inclui 30 trechos – seções – de paralelepípedos. O primeiro está localizado depois de cerca de cem quilômetros, ao sair da vila de Troisvilles (após 95,8 km). A seção costuma ser palco de uma luta animada, mas a tensão aumenta conforme as mãos e as pernas começarem a doer, com a mente já focada na perspectiva da Trouée d’Arenberg.

É de fato na preparação para esta seção de paralelepípedos que Thierry Gouvenou desenterrou uma joia, na forma de um pequeno circuito que adiciona duas seções à rota ao redor do município de Quérénaing: a seção em Artres (#24, após 130,9 km, 1.300 m de comprimento) e a de Famars (#23, após 133,8 km, 1.200 m de comprimento), que também estará na rota do Grande Prêmio de Denain e sediará uma chegada de etapa nos Quatro Dias de Dunquerque este ano.

“Não são partes especialmente difíceis”, explicou o diretor da corrida, “mas ao introduzi-las aqui, nos fornece uma sequência de cinco setores sem praticamente nenhum asfalto”.

Após essa série de solavancos, haverá aproximadamente 30 quilômetros até a Trouée d’Arenberg (#19, após 163,9 km, 2.300 m de comprimento), onde uma chicane foi instalada no ano passado em resposta às preocupações dos ciclistas sobre a velocidade do grupo ao entrar nessa assustadora pista florestal: “Este ano, encontramos uma alternativa que nos permite desacelerar os ciclistas de forma mais fluida”.

Após esta seção que separará os favoritos, os ciclistas ainda terão que lidar com duas seções de maior dificuldade: Mons-en-Pévèle (#11, após 210,6 km, 3.000 m de extensão) e o Carrefour de l’Arbre (#4, após 242,1 km, 2.100 m de extensão).

A 5ª edição da Paris-Roubaix Femmes avec Zwift será no dia anterior, no sábado, 12 de abril, em um percurso rigorosamente idêntico ao de 2024, com uma distância total em paralelepípedos de 29,2 km, distribuída pelos 17 setores correspondentes à final da corrida masculina.

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