Do Bikemagazine
Foto de divulgação
A UCI (União Ciclística Internacional) já aplicou mais de 50 cartões amarelos na temporada 2025, que marca a estreia da sanção aos ciclistas, diretores esportivos e até mesmo fotógrafos e motociclistas das equipes de televisão, que podem ser punidos como parte de medidas que visam melhorar a segurança do esporte. Nesta segunda-feira (31 de março), a UCI confirmou que as equipes também poderão receber cartões amarelos por causar perigo na zona de alimentação durante as corridas.
Uma lista com todos os punidos estão em uma página especial no site da UCI. Veja aqui
O cartão amarelo foi introduzido no ciclismo UCI após ser testado em 2024. Um total de 31 cartões foram aplicados em 66 dias de corrida, para ciclistas (52% dos casos), equipe técnica (32%) e motoristas e pilotos de veículos de mídia (16%). Em 2025 entrou oficialmente em vigor e vai valer no World Tour masculino e feminino, nos Campeonatos Mundiais de Estrada UCI, nos eventos UCI ProSeries e nos Campeonatos Continentais.
Vale destacar que esses cartões amarelos representarão uma sanção, mas não existirão fisicamente. No entanto, eles serão listados no comunicado da corrida publicado após a chegada. Pelo regulamento, jogar a caramanhola em local inadequado ou outros pequenos incidentes serão considerados “infração leve” e podem gerar um cartão amarelo. Com dois cartões no mesmo evento o ciclista terá suspensão de sete dias, se receber três em 30 dias a suspensão será estendida para 14 dias. Com seis cartões em um ano a suspensão do ciclista será de 30 dias.
Até agora, Danny van Poppel (Red Bull-Bora-Hansgrohe) e Kaden Groves (Alpecin-Deceuninck) são os únicos ciclistas que receberam dois cartões amarelos.
Entre os cartões mais recentes, na Gent-Wevelgem, Jordi Meeus (Red Bull-Bora-Hansgrohe) recebeu um cartão amarelo tardio após alcançar o pelotão pela calçada antes de uma curva e, então, provocar um acidente. Na transmissão do canal Eurosport Netherlands, sua manobra foi descrita como “kamikaze”. Já Tim Merlier (Soudal-QuickStep) terminou em segundo, mas foi punido com um cartão amarelo, perdeu 25 pontos no ranking da UCI e foi multado em 500 francos suíços (US$ 560) por andar pelo “cantinho” ao lado da estrada para evitar os pavés. Giousè Epis (Arkea-B&B Hotels) recebeu a mesma punição.
Na mesma corrida, na edição das mulheres, a norte-americana Lily Williams ficou em um memorável sétimo lugar, mas recebeu um cartão amarelo por “jogar objetos de forma descuidada ou perigosa na estrada ou nos espectadores”.
Victor Campenaerts (Visma-Lease A Bike) recebeu uma multa de 500 francos suíços e perdeu 25 pontos UCI por jogar lixo fora da zona adequada, enquanto o piloto de motocicleta de um fotógrafo recebeu um cartão amarelo e foi desclassificado da corrida por não respeitar as instruções dos comissários.
Já na recém-encerrada Volta da Catalunha, na Espanha, Corbin Strong (Israel-Premier Tech) recebeu um cartão amarelo após a etapa 6 por desviar de sua linha no sprint, enquanto Juan Pedro López (Lidl Trek) foi punido por comemorar e desacelerar durante a vitória do companheiro de equipe Quinn Simmons. Julius Johansen (UAE Team Emirates-XRG) também foi punido na Volta da Catalunya por usar “uma posição não compatível ou ponto de apoio na bicicleta que representa um perigo para o ciclista ou competidores”, provavelmente por usar uma posição aerotuck durante a descida rápida do circuito de Montjuïc.
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