Critérium Dauphiné: Ivan Romeo surpreende na fuga, vence 3ª etapa e é o novo líder

Pogacar fica a 1min06s antes da crono da 4ª etapa

Marcos
10 de junho de 2025

Campeão mundial de crono Sub-23 comemora a vitória e a liderança da classificação geral – Foto de Tony Esnault

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação ASO – Tony Esnault

Em um dia emocionante de corrida rumo a Charantonnay, o espanhol Ivan Romeo (Movistar) – campeão mundial de crono da categoria Sub-23 – aproveitou ao máximo seu talento para conquistar a vitória no terceiro dia do Critérium du Dauphiné nesta terça-feira (10 de julho) e, de quebra, assumir a liderança da classificação geral e também da classificação de melhor jovem. Romeo subiu 36 colocações e agora é o novo líder geral com 17s sobre o francês Louis Barré (Intermarché-Wanty) e 18 segundos sobre o colombiano Harold Tejada (XDS Astana).

A terceira etapa foi realizada entre as cidades de Brioude e Charantonnay, com 202,8km. Romeo cruzou a meta sozinho com o tempo de 4h34min10s, 14s à frente de Tejada e Barré, que completaram o pódio respectivamente.

O campeão mundial de 21 anos saiu em uma fuga impressionante, com nomes como Mathieu van der Poel e Florian Lipowitz, e não olhou para trás, conquistando a etapa e também a camisa amarela e azul. Vencedor na região durante o Tour de l’Avenir 2023, ele terá um dia especial na crono individual de 17,4km da quarta etapa.

Um total de 153 ciclistas alinharam na largada em Brioude, onde o ícone local Romain Bardet (Picnic PostNL) recebeu agradecimentos e incentivos de sua cidade-natal e da organização do Critérium du Dauphiné.

Van der Poel lidera os ataques

O líder do Picnic PostNL Romain Bardet é um dos muitos atacantes que participam das tentativas de fuga na Côte de Cornille (km 8 e 9) e na Côte de la Barbate (km 18).

Mathieu Van der Poel, Louis Barré e Van Gils estavam empenhados na fuga. Mas todas as tentativas são anuladas, enquanto o tamanho do pelotão cai pela metade, perdendo não apenas o líder da classificação geral, Jonathan Milan (Lidl-Trek), mas também o dono da camisa de bolinhas, o francês Paul Ourselin (Cofidis), e escaladores fortes como Ben Healy, Guillaume Martin-Guyonnet e Magnus Sheffield.

Fuga de 13 ciclistas

O sprint intermediário em La Chaise-Dieu (km 29,4) foi uma oportunidade para Tadej Pogacar e Remco Evenepoel buscarem alguns segundos extras (4 para o esloveno, 2 para o belga), enquanto Louis Barré deu início a nova tentativa de fuga.

Após várias ondas de contra-ataques se juntarem a ele, o grupo da frente reuniu 13 ciclistas, com Axel Laurance, Michael Shea Leonard (Ineos Grenadiers), Ivan Romeo (Movistar), Brieuc Rolland (Groupama-FDJ), Florian Lipowitz (Red Bull-Bora-Hansgrohe), Julien Bernard (Lidl-Trek), Harold Tejada (XDS Astana), Mathieu Van der Poel (Alpecin-Deceuninck), Andreas Leknessund (Uno-X Mobility), Ed Dunbar (Jayco AlUla), Louis Barré (Intermarché-Wanty) e Anthony Turgis (Total Energies).

Equipes reagem

Van der Poel é o ciclista melhor classificado na classificação geral, perdendo apenas por 2 segundos. As equipes da classificação geral também foram cautelosas com nomes como Lipowitz (2º na Paris-Nice 2025), Romeo (4º no UAE Tour 2025), Dunbar (11º na La Vuelta do ano passado, com duas vitórias em etapas), Harold Tejada (8º na Paris-Nice) etc.

A UAE Team Emirates-XRG de Tadej Pogacar, a Soudal Quick-Step de Remco Evenepoel e a Visma-Lease a Bike de Jonas Vingegaard trabalham juntas para controlar o dia. A diferença nunca passou de 2min35s (km 73) e estava em 50s na base da última subida: a Côte du Château Jaune de categoria 3 (1,2km, 9,2%), a 19km da meta.

Romeo ataca

Lipowitz acelerou no começo da subida. Na liderança, o alemão é acompanhado por Tejada, Bernard e Leknessund. Van der Poel e Barré juntaram-se aos escapados a 13km do fim. Então Romeo, Laurance, Dunbar e Rolland formam um grupo de 10 homens a 11 km do fim. Enquanto isso, a diferença para o pelotão volta a subir para 1,15.

Os ataques voam e Romeo finalmente consegue abrir vantagem a 6 km do fim. O espanhol continua pressionando até a chegada, onde conquista uma vitória significativa, 14” à frente de Tejada, Barré e Lipowitz. Ele também conquista a camisa amarela e azul, enquanto o pelotão termina com uma diferença de 1,06. Mas o ITT de quarta-feira deve virar o jogo novamente.

RESULTADOS COMPLETOS

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História
A corrida estreou em 1947, criada pelo jornal Le Dauphiné Libéré. Originalmente chamada de Critérium du Dauphiné Libéré, a ASO, mesma organizadora do Tour de France, assumiu o controle e mudou o nome em 2010. A corrida é considerada um teste para o Tour, mas apenas 11 ciclistas venceram ambas as corridas, sendo Bernard Hinault o primeiro a fazê-lo, em 1979 e 1981. Chris Froome venceu ambas as corridas em 2013, 2015 e 2016. Desde então, Geraint Thomas (2018) e Jonas Vingegaard (2023) conquistaram a dobradinha no mesmo ano. O vencedor do ano passado, Primož Roglič (Bora-Hansgrohe), desistiu do Tour antes da 13ª etapa após sofrer vários acidentes.

O maior número de vitórias na Dauphiné por um único ciclista é três: Luis Ocana (1970, 1972, 1973), Bernard Hinault (1977, 1979, 1981), Charly Mottet (1987, 1989, 1992) e Chris Froome (2013, 2015, 2016) estão todos empatados no recorde.

AS ETAPAS

Etapa 1 – 8 de junho: Domérat – Montluçon, 189,2 km
Etapa 2 – 9 de junho: Premilhat – Issoire, 204,6km
Etapa 3 – 10 de junho: Brioude – Charantonnay 202,8 km
Etapa 4 – 11 de junho: Charmes-sur-Rhône – Saint-Peéray 17,7 km (ITT)
Etapa 5 – 12 de junho: Saint-Priest – Mâcon 182,6 km
Etapa 6 – 13 de junho: Valserhône – Combloux 139,1 km
Etapa 7 – 14 de junho: Grand-Aigueblanche – Valmeinier 1800 132,1km
Etapa 8 – 15 de junho: Val-D’Arc – Plateau du Mont Cenis 133,8km

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