Jonas Vingegaard chega como favorito à Volta a Espanha; prova começa sábado

Dinamarquês da Visma-Lease a Bike aposta no Alto do Angliru para conquistar seu primeiro título

Marcos
18 de agosto de 2025

Jonas Vingegaard busca sua primeira vitória na Volta a Espanha

Do Bikemagazine
Foto de divulgação Visma-Lease a Bike

Em sua terceira participação, o dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) chega como grande favorito à Volta a Espanha 2025 e pode se tornar o primeiro ciclista da Dinamarca a conquistar o título. Em seu time terá fortes fortes companheiros como os norte-americanos Matteo Jorgenson e Sepp Kuss, além do belga Victor Campenaerts.

Na edição comemorativa de 90 anos da Vuelta e 80ª edição que marca também o 300º Grand Tour da história do ciclismo, o lendário Alto de l’Angliru está de volta ao percurso pela décima vez. A prova começa no próximo sábado (23 de agosto) em Torino, na Itália, e termina no domingo (14 de setembro) na capital espanhola.

Vingegaard escalou o Angliru em 2020 como gregário do esloveno Primoz Roglic e novamente em 2023, no histórico triplo triunfo da Jumbo-Visma com Sepp Kuss e Roglic.

Desde 2017, quando Alberto Contador encerrou sua carreira com vitória no Alto del Angliru – repetindo o feito de 2008 –, a Vuelta encarou duas vezes a mítica montanha das Astúrias, com seus 12,3km a 10,1% de inclinação média, além do temido trecho Cueña les Cabres, que chega a 23,5%. Em 2020 e 2023, as escaladas coincidiram com a participação de Vingegaard na corrida espanhola.

Em 2020, em plena pandemia, a Vuelta começou em outubro e o Angliru foi escalado no dia 1º de novembro. Então com 23 anos, Vingegaard fazia sua estreia em Grandes Voltas como gregário de Primoz Roglic, que defendeu o título contra o equatoriano Richard Carapaz. Roglic perdeu a liderança no Angliru, mas limitou os danos graças ao trabalho da equipe. Entre os escaladores Gesink e Sepp Kuss, surgiu um novo nome na Jumbo-Visma: Vingegaard.

Nas imagens da etapa 12 daquele ano, vê-se o jovem dinamarquês puxando seu líder até 3,5km do topo, quando passou a vez para Kuss. O suficiente para Roglic retomar a camisa vermelha na crono individual do dia seguinte, no Mirador de Ézaro, e conquistar o título por apenas 24 segundos.

A atuação de Vingegaard em 2020 foi tão sólida que Roglic exigiu sua presença no Tour de France de 2021, substituindo Tom Dumoulin, que havia dado uma pausa na carreira. O destino mudou o roteiro: duas quedas tiraram Roglic da disputa e abriram espaço para Vingegaard assumir a liderança e terminar como vice-campeão em Paris. Aquele pódio foi a prévia de seus dois títulos consecutivos no Tour, em 2022 e 2023.

Poucos dias antes do fim da Volta a Espanha 2020, em Salamanca, Vingegaard afirmou em entrevista rápida:

“Estou apenas tentando ajudar Primoz o máximo que posso. Acho que surpreendi o público, mas também a mim mesmo e à equipe aqui na Espanha. Sei que estou em alto nível quando estou no meu melhor, mas não acho que ainda tenha chegado ao meu limite nesta Vuelta.”.

Em 2025, o dinamarquês acumulou cinco pódios consecutivos no Tour de France, sendo novamente vice-campeão, 4min24s atrás de Tadej Pogacar. Ainda assim, Vingegaard insiste que a luta pela camisa amarela não é sua única motivação. Com carinho pela Espanha, onde já venceu a Itzulia Basque Country e duas vezes o Gran Camiño, o dinamarquês repete sempre que também sonha em “vencer a Vuelta a España”.

Na edição de 2023, Vingegaard venceu no Tourmalet e em Bejes, chegando ao Angliru em segundo lugar na geral, a 29 segundos do líder Sepp Kuss, com Roglic a 1min33s. Naquele dia, Roglic cruzou a linha em primeiro, seguido de perto por Vingegaard, com Kuss logo atrás, dando a impressão de que os três corriam entre si.

“Nenhum de nós gostou da forma como competimos. A direção também não gostou e decidimos que não podíamos continuar correndo uns contra os outros dentro da equipe. Pedi que não houvesse mais ataques entre nós, apenas contra os adversários. Felizmente, após o Angliru, a decisão foi de manter a hierarquia e respeitar a classificação geral”, relembrou Vingegaard. “Nunca saberemos qual de nós três era o mais forte naquela Vuelta.”

O fato é que, vice em 2023, Vingegaard ainda não venceu a Volta a Espanha. Desde sua criação, em 1935, nenhum ciclista dinamarquês conquistou a corrida. A última vez que a camisa vermelha foi vestida por um ciclista dinamarquês foi em 2011, por Jakob Fuglsang, após o contrarrelógio por equipes inaugural. O caminho segue aberto para Jonas Vingegaard escrever sua história.

Mais informações em: www.lavuelta.es

LISTA DE INSCRITOS NA VOLTA A ESPANHA 2025

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Mais informações no site oficial https://www.lavuelta.es

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