Do Bikemagazine
Foto de Marcel Hilger
A organização da Eschborn-Frankfurt anunciou mudanças significativas para a clássica alemã do dia 1º de maio de 2026. A prova do UCI WorldTour terá um percurso de 210km e mais de 3.300 metros de ascensão, consolidando seu perfil mais exigente. Uma nova subida, novo percurso no maciço do Taunus e um trecho final mais duro deixam a tradicional prova alemã bem mais seletiva.
Logo no início, o dia de competição traz uma novidade. Por causa de obras na praça da prefeitura, a área de largada em Eschborn será deslocada para o Eschenplatz e integrada ao grande espaço do festival local. A partir dali, o pelotão segue imediatamente para o maciço do Taunus antes de retornar a Frankfurt.
No perfil altimétrico é possível notar que não haverá trechos de respiro em 2026. O percurso apresenta dificuldade constante, em que cada subida e cada setor do trajeto terá impacto direto no desenvolvimento da corrida.
Feldberg e Mammolshain decisivos
A subida do Feldberg, ponto icônico da prova e destaque do Taunus, moldou o andamento da Eschborn-Frankfurt com duas passagens nas últimas três edições. Agora, o desafio aumenta. Em 2026, ambas as ascensões serão feitas pelo lado sudoeste, considerado mais seletivo. Para os ciclistas, isso significa pressão mais cedo e mais oportunidades para ataques agressivos.
O tradicional Mammolshainer Stich, em Königstein, também ganha novo peso estratégico. A prova continu passando três vezes pela emblemática rampa, mas a segunda ascensão será deslocada para mais perto do final. Assim, duas subidas extremamente íngremes em rápida sucessão aumentam a carga no último quarto da corrida. A região, já conhecida por atrair grande público, tende a se tornar ainda mais decisiva antes do retorno do pelotão a Frankfurt.
Subida Burgweg é novidade
A terceira grande novidade promete chamar a atenção dos especialistas. Pela primeira vez, a corrida enfrentará a escalada do Burgweg, em Schmitten-Niederreifenberg. Apesar de ter apenas 500 metros, a rampa apresenta média de 11% de inclinação, localizada logo abaixo das ruínas do castelo de Oberreifenberg. A subida é curta, mas com forte impacto tático.
Sem tempo para recuperação, o trecho leva diretamente à exigente ascensão via Rotes Kreuz até o Feldberg. O novo setor será enfrentado três vezes e funciona como porta de entrada para uma das fases mais duras da prova — ideal para torcedores que querem acompanhar a ação de perto.
Fabian Wegmann, diretor esportivo da Eschborn-Frankfurt, destacou o novo grau de exigência:
“Esta prova sempre foi dura, mas o novo percurso eleva o nível novamente. Para aquecer, os atletas já encaram o Sandplacken. Com o Burgweg, duas passagens difíceis pelo Feldberg e a nova posição do Mammolshainer, quase não haverá tempo para respirar. No Taunus, são 150 quilômetros de sobe e desce constantes, mais íngremes e com mais ganho de elevação. São três horas e meia de pura ação. Com esse perfil, o 1º de maio se aproxima ainda mais das Clássicas das Ardenas.”
Mais informações no site oficial https://www.eschborn-frankfurt.de/en







