Do Bikemagazine
Foto de divulgação
O ex-sprinter alemão Marcel Kittel voltou a falar abertamente sobre o tema que marcou gerações do ciclismo: o doping. Em entrevista ao podcast Domestique Hotseat publicada no dia 22 de novembro, Kittel falou sobre o início de sua carreira profissional, ainda sob a sombra dos escândalos dos anos 1990 e 2000, e afirmou que não acredita que o ciclismo atual esteja totalmente livre do problema.
O ciclista de 37 anos traz no currículo 98 vitórias em corridas UCI, incluindo o título de campeão mundial de 2016. Kittel integrou equipes importantes como QuickStep, Giant-Alpecin, Argos-Shimano e Katusha, onde se aposentou em 2019.
Kittel lembrou que, quando chegou ao pelotão, o clima na Alemanha era tenso, com torcedores desconfiados e hostis. Para ele, a crise da época representou um corte profundo do qual o esporte ainda carrega marcas — mas que permitiu discutir causas, corrigir rumos e evoluir.
Ainda assim, sem fazer alusão a nenhum ciclista e a nenhuma equipe, Kittel reforça que seria “ingênuo” acreditar que a prática do uso de substâncias e métodos proibidos desapareceu por completo, especialmente no cenário atual de orçamentos crescentes, salários elevados e pressões que podem levar alguns competidores a buscar atalhos.
Kittel defende que fãs não devem assumir o papel de investigadores, mas reconhece o valor da desconfiança pública quando bem direcionada. Ele também alerta para o risco oposto: desacreditar automaticamente performances excepcionais que são frutos de planejamento minucioso, periodização bem feita, evolução tecnológica e preparação extremamente afinada.
Veja entrevista completa no Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=iwiinyyI9e0&t=1s






