Volta a Espanha 2026: prova começa em Mônaco e termina em Granada

Prova aposta em etapas curtas e duras, subidas históricas, ascensões inéditas e final em circuito na Alhambra; confira vídeo do percurso

Marcos
17 de dezembro de 2025

Volta a Espanha 2026 começa no dia 22 de agosto em Mônaco e termina no dia 11 de setembro

Do Bikemagazine
Foto de divulgação

A Volta a Espanha 2025 revelou nesta quarta-feira (17 de dezembro) o roteiro da 81ª edição que começa no dia 22 de agosto com uma crono individual de 9km no Principado de Mônaco e termina no dia 11 de setembro com uma prova de circuito com 99,4km em Granada. O percurso total terá 3.283km e mais de 58 mil metros de ascensão acumulada nas 21 etapas.

Com isso, Granada se torna a oitava cidade a coroar o campeão final da corrida, após Madri, Bilbao, San Sebastián, Miranda de Ebro, Salamanca, Jerez de la Frontera e Santiago de Compostela. Desde 1986, a prova havia terminado sempre em Madri ou em Santiago de Compostela.

Confira o percurso aqui: https://www.lavuelta.es/es/noticias/2026/la-vuelta-26-del-casino-de-monaco-a-la-alhambra-de-granada/51087

Como em 2025, após a largada no Piemonte (Itália), a França servirá novamente como elo entre a saída da prova e a Península Ibérica. O roteiro inclui uma chegada favorável aos sprinters e corredores explosivos em Manosque, além de um final em subida mais exigente em Font-Romeu. A entrada nos Pireneus anuncia uma concentração de montanhas no outro principado do percurso: Andorra, que aparece no trajeto da La Vuelta pela 25ª vez (desde 1965) e oferecerá, em apenas 104km em seu território, a sequência Port d’Envalira, Beixalis, Coll d’Ordino e Alto de la Comella.

Em sua maioria, o percurso marca o retorno de chegadas em alto já conhecidas do pelotão. Valdelinares não recebia a La Vuelta desde a marcante edição de 2014, quando o colombiano Winner Anacona venceu a etapa e Nairo Quintana assumiu a liderança da prova. O último ciclista a vencer no Alto de Aitana foi o francês Pierre Latour, em 2016. Seu sucessor terá de tirar o máximo proveito de mais de 5 mil metros de ganho de elevação acumulado. Já o vencedor em Calar Alto terá subido previamente o Alto de Velefique, como fez o colombiano Miguel Ángel López, vencedor no observatório da província de Almería em 2017. A Sierra de la Pandera está mais fresca na memória recente, graças à vitória do equatoriano Richard Carapaz em 2022, ano em que ele também foi o primeiro a chegar ao topo de Peñas Blancas.

Dois novos desafios aguardam o pelotão. O primeiro é um trecho de 3,5km em estrada de terra rumo a El Bartolo, localizado a 16km da linha de chegada da sexta etapa, em Castellón. O segundo é o Collado del Alguacil, a última subida da prova — e longe de ser a menos exigente —, com mais de oito quilômetros e rampas especialmente severas, chegando a inclinações de até 20%. O final da etapa 20 será uma ascensão inédita na história da La Vuelta, encerrando uma jornada marcada na Sierra Nevada pela dupla passagem pelo Alto de Hazallanas.

Enquanto os especialistas em contrarrelógio contarão com uma etapa mais longa do que nos últimos anos — 32,5km de terreno predominantemente plano entre El Puerto de Santa María e Jerez de la Frontera, além dos 9km em Mônaco no primeiro dia —, os sprinters terão quatro ou cinco oportunidades para brilhar, dividindo espaço com corredores explosivos. Isso inclui até mesmo a etapa final, já que a chegada na Alhambra de Granada será no topo de uma subida de cerca de um quilômetro, em um circuito espetacular que será percorrido quatro vezes. Assim, a La Vuelta colocará ponto final em três semanas de competição em um cenário incomparável, verdadeiro santuário da cultura e da história.

VÍDEO DO PERCURSO VOLTA A ESPANHA 2026

 

Mais informações no site oficial https://www.lavuelta.es/es

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