Do Bikemagazine
Fotos de divulgação
A Strade Bianche e a Strade Bianche feminina serão no dia 7 de março. As provas abrirão o calendário italiano do UCI WorldTour, seguidas, no dia 8 de março, pela Gran Fondo, agora em sua 11ª edição. O fim de semana começará oficialmente no dia 6 de março, com a apresentação das equipes masculina e feminina na Fortezza Medicea, em Siena.
Chamado de “Strade Bianche Weekend”, o evento italiano foi apresentado oficialmente na quarta-feira (21 de janeiro) na La Rinascente Piazza Duomo, em Milão.
As provas terão algumas mudanças em seus percursos, mantendo, porém, o charme único de corridas espetaculares que, ao longo dos anos, produziram feitos esportivos memoráveis, como a segunda vitória de Demi Vollering na Piazza del Campo e o ataque solo do atual campeão mundial Tadej Pogačar na edição do ano passado.
A prova masculina terá 201km, com o número de trechos em terra reduzido de 16 para 14, totalizando 64,1km de estradas brancas. A prova feminina também terá dois trechos de terra a menos, com distância total de 131km, incluindo 33km de setores em terra.
O fim de semana Strade Bianche termina no dia 8 de março com a Gran Fondo Strade Bianche Estra, evento que continua crescendo em importância no calendário do ciclismo amador. O recorde de inscrições das edições anteriores já foi superado.
“O Grande Strade Bianche Weekend representa um dos eventos mais marcantes do nosso calendário e, ao longo dos anos, tornou-se uma referência para o ciclismo internacional. Abrir a temporada de clássicas italianas do WorldTour em um cenário único como Siena combina excelência esportiva com a promoção do território. Isso é complementado por uma dimensão midiática de alto nível, com cobertura de TV ao vivo no mundo todo e ampla visibilidade também dedicada aos ciclistas amadores por meio da Gran Fondo, tornando o evento uma plataforma de comunicação completa e de grande valor para parceiros e territórios anfitriões”, afirma Paolo Bellino, CEO da RCS Sports, organizadora do evento.
Os trechos de terra
O percurso é sinuoso e ondulado, sem subidas longas, mas com diversos trechos explosivos, especialmente nas seções de sterrato. São cerca de 64km de estradas de cascalho ao longo de 14 setores, 11 deles compartilhados com o percurso da Women Elite. A largada acontece perto do Estádio/Fortezza Medicea, em Siena.
Os primeiros quilômetros ondulados no asfalto levam ao setor 1, com 2,4km de extensão, perfeitamente reto e levemente em descida. O setor 2 (4,8km) aparece poucos quilômetros depois e será o primeiro ponto realmente complicado da prova, com uma curta descida seguida por uma subida longa com trechos acima de 10%. Ao chegar em Radi, o trajeto entra no terceiro setor de terra (com 4,4km), seguido por 30km que levam até a subida de Montalcino, a segunda ascensão do dia (4km a 5%).
Os setores 5 (11,9km) e 6 (8km) começam logo após Torrenieri, com apenas 1km de asfalto entre eles. Ambos são duros, com muitas variações e bastante explosivos, trazendo curvas desafiadoras, subidas e descidas. Depois da segunda passagem por Buonconvento, os ciclistas enfrentam o setor de San Martino in Grania (9,4km), situado no coração das Crete Senesi. Esse trecho é longo e começa com ondulações suaves, terminando com uma subida sinuosa que volta ao asfalto.
O setor 7 começa em Ponte del Garbo (Asciano). Com 11,5km, é o mais difícil da corrida, majoritariamente em subida e marcado por inclinações importantes, especialmente na área de Monte Sante Marie, com rampas íngremes tanto nas subidas quanto nas descidas, em curtas distâncias. Após Castelnuovo Berardenga, há um trecho de terra muito curto e plano (300m), seguido pelo oitavo setor, depois de Monteaperti. Com apenas 600 metros, ele recebe os atletas com inclinações de dois dígitos.
O percurso retorna ao asfalto em Vico d’Arbia, onde começa um circuito de 30km. Após Pieve a Bozzone, vem o setor 9 (2,4km), na subida em direção a Colle Pinzuto, com inclinações que chegam a 15%. Alguns quilômetros depois, o trajeto inclui o décimo setor, Le Tolfe (1,1km), marcado por uma descida rápida seguida por uma subida muito explosiva, com inclinação máxima de 18%.
Logo após Le Tolfe, na primeira passagem, o percurso entra pela primeira vez na Strada del Castagno (11º setor, 700m), que leva a trechos exigentes no asfalto até Pontignano, Ponte a Bozzone e San Giovanni a Cerreto, onde se entra no 12º setor (Montechiaro, 3,3km), que fez parte das primeiras edições da prova. O circuito termina ao final desse setor, em Vico d’Arbia.
Os setores de Colle Pinzuto (13º) e Le Tolfe (14º) serão repetidos antes de a prova seguir em direção a Siena, com pouco mais de 10km restantes até a chegada.
Quilômetros finais
Os exigentes quilômetros finais se aproximam da cidade de Siena por estradas largas e retas, conectadas por curvas longas, inicialmente em descida e, mais adiante, em leve subida. A 2km da linha de chegada, o percurso entra na Via Esterna di Fontebranda, onde a inclinação chega a 9%. O pavimento de pedras começa 900m antes da chegada, logo após a Porta Fontebranda.
A inclinação passa de 10% até a marca dos 500 metros do final, atingindo o trecho mais duro com 16% na Via Santa Caterina. Uma curva fechada à direita leva à Via delle Terme e depois à Via Banchi di Sotto. A partir dos 300m finais, a estrada segue em leve subida constante. Com 150m para o fim, uma curva à direita leva à Via Rinaldini. O percurso entra na Piazza del Campo a apenas 70 metros da chegada. Os últimos 30 metros são em descida, com inclinação de 7%, até a linha de chegada, que está em trecho plano.
Números e estatísticas
- Fabian Cancellara (2008, 2012, 2016) e Tadej Pogačar (2022, 2024, 2025) são os ciclistas com mais vitórias na Strade Bianche, com três conquistas cada. Michal Kwiatkowski aparece em seguida com duas vitórias.
- Todos os vencedores da Strade Bianche nasceram em latitude mais ao norte do que a Toscana, região que recebe a prova.
- A maior margem de vitória na Strade Bianche foi registrada em 2024 por Tadej Pogačar, que venceu com 2min44s de vantagem sobre Toms Skujiņš.
- O vencedor mais jovem da Strade Bianche, Moreno Moser, é o único italiano a vencer a prova. Ele ganhou em 2013 com 22 anos, 2 meses e 5 dias.
- Annemiek Van Vleuten (2019-2020), Lotte Kopecky (2022-2024) e Demi Vollering (2023-2025) são as únicas ciclistas que venceram duas vezes a Strade Bianche Women Elite, totalizando oito vencedoras em 11 edições.
- A Strade Bianche Women Elite mais rápida foi a edição de 2019, com média de 35,662 km/h.
- A Holanda lidera o ranking de vitórias na prova feminina com seis triunfos; a Bélgica vem em seguida com dois. Com uma vitória aparecem Itália, Reino Unido e Estados Unidos.
Mais informações no site oficial https://www.strade-bianche.it/en







