Milão–Torino celebra 150 anos com Roglic, Pellizzari, Pidcock, Halland e Storer; confira o start list

Clássica mais antiga do ciclismo mundial será na quarta-feira (18 de março) em percurso seletivo e com chegada ao alto na Basílica de Superga

Marcos
17 de março de 2026

O mexicano Isaac Del Toro, campeão em 2025, está fora da disputa este ano

Do Bikemagazine
Foto de divulgação LaPresse

A lista oficial de largada da Milano–Torino, a clássica mais antiga do ciclismo mundial, foi confirmada nesta terça-feira (17 de março). Em 2026, a prova celebra seus 150 anos com um percurso de 174km entre Rho e a tradicional chegada em frente à Basílica de Superga.

A 107ª edição contará com um pelotão de altíssimo nível, com nomes como Primož Roglič, Giulio Pellizzari, Tom Pidcock, Derek Gee, Tobias Halland Johannessen, Michael Storer, Cian Uijtdebroeks e Jan Christen.

Veja o start list completo: Start List Milano-Torino-2026

A edição histórica promete uma disputa intensa, especialmente por conta do exigente final com dupla subida a Superga, que deve ser decisiva para a definição do vencedor.

Entre os principais favoritos estão os companheiros de equipe Primož Roglič — vencedor da prova em 2021 — e Giulio Pellizzari, ambos protagonistas recentes da Tirreno-Adriático. Eles terão forte concorrência de escaladores perigosos em finais duros, como Tom Pidcock e Derek Gee.

A “Corrida dos Dois Mares” também evidenciou o excelente momento de Tobias Halland Johannessen, terceiro colocado em Superga no ano passado, além de Michael Storer, que terminou em 10º em 2025. Também retornam do top 10 da última edição Einer Rubio (5º), Anders Halland Johannessen (6º), Jefferson Cepeda (7º) e Lorenzo Fortunato (8º).

Outros nomes a serem observados incluem Jan Christen, Tao Geoghegan Hart, Cian Uijtdebroeks e Paul Double. A start list ainda conta com dois ex-vencedores da prova: Diego Ulissi (2013) e Alberto Bettiol (2024).

O percurso

O trajeto apresenta uma primeira metade predominantemente plana, tornando-se mais ondulado e seletivo na parte final.

A largada acontece em Rho, com o percurso cruzando o Vale do Pó por estradas planas em meio a campos de arroz, passando por Magenta, Novara e Vercelli. Em seguida, os ciclistas seguem em direção ao rio Pó, mantendo-se em terreno plano antes de entrar na fase decisiva.

Na sequência, a prova entra em um trecho ondulado com estradas largas e retas, levando ao circuito final. Após San Mauro Torinese, o percurso segue ao longo do rio Pó pela Corso Casale antes de encarar pela primeira vez a subida à Basílica de Superga (com desvio 600 metros antes da chegada).

Após uma descida técnica até Rivodora, os ciclistas retornam a San Mauro e iniciam a subida final, com trechos que superam os 10% de inclinação.

Os últimos 5km — percorridos duas vezes, exceto os 600 metros finais — começam em Turim, ao longo da Corso Casale, onde se inicia a subida para Superga.

A escalada apresenta média de 9,1%, com rampas que chegam a cerca de 14% na parte intermediária e longos trechos acima de 10%.

A 600 metros da chegada, uma curva em “U” à esquerda leva a uma rampa de 8,2%, seguida pela última curva, a apenas 50 metros da linha de chegada, em asfalto.

ESTATÍSTICAS

  • O maior vencedor da história da Milano–Torino é Costante Girardengo, com cinco triunfos (1914, 1915, 1919, 1920 e 1923).
  • Ao longo dos anos, ciclistas de 15 países diferentes já venceram a prova.
  • Em 2025, Isaac Del Toro entrou para a história ao se tornar o primeiro mexicano a conquistar a clássica.
  • Nos últimos cinco anos, México, Eslovênia, Grã-Bretanha e Países Baixos passaram a figurar pela primeira vez na lista de vencedores.
  • O vencedor mais jovem segue sendo Giovanni Gerbi, que venceu em 1903 com apenas 17 anos, 11 meses e 20 dias.

Confira mais informações no site oficial https://www.milanotorino.it

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