Giro d’Italia 2026: veja todas as etapas, percurso completo, altimetria e destaques da prova

Prova de 3.459km começa na Bulgária e terá sete chegadas ao alto e crono individual de 40,2km; a Corsa Rosa vai de 8 a 31 de maio, com final em Roma

Bikemagazine
1 de abril de 2026

Mapa Giro d’Italia 2026

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação LaPresse

A 109ª edição do Giro d’Italia começa no dia 8 de maio e a largada será no exterior pela 16ª vez na história, desta vez na Bulgária, onde serão disputadas as três primeiras etapas. A prova termina no dia 31 de maio em Roma, cidade que recebe a final da Corsa Rosa pela oitava vez. No total, serão 3.459km e 48.550 metros de altimetria total.

O percurso inclui um contrarrelógio individual de 40,2km na décima etapa, oito etapas planas, sete de média montanha e cinco de alta montanha, com sete chegadas ao alto. Em média, cada etapa terá 164,7km.

A Cima Coppi (ponto mais alto de todo o percurso) será na 19ª etapa (Etapa Rainha), no Passo Giau, a 2.233 metros sobre o nível do mar e disputada no dia 19 de maio (terça-feira).

Haverá ainda uma etapa inteiramente em território suíço, de Bellinzona a Carì, e Milão receberá uma chegada de etapa pela 90ª vez.

O Giro também prestará homenagem aos 50 anos do terremoto de Friuli, com uma etapa com largada em Gemona del Friuli (1976–2026). A Montagna Pantani será Piani di Pezzè e a Tappa Bartali será o contrarrelógio entre Viareggio e Massa.

TODAS AS ETAPAS DO GIRO D’ITALIA 2026

1 – 8 de maio – Burgas – 147km
2 – 9 de maio – Burgas-Tornovo 221km
3 – 10 de maio – Plovdiv-Sofia – 175km

11 de maio – Transfer para Itália

4 – 12 de maio – Catanzaro-Cosenza – 138km
5 – 13 de maio – Praia a Mare-Potenza – 203km
6 – 14 de maio – Paestum-Nápoles – 142km
7 – 15 de maio – Formia-Blockhaus – 244km
8 – 16 de maio – Chieti-Fermo – 157km
9 – 17 de maio – Cervia-Corno alle Scale – 184km

18 de maio – Descanso

10 – 19 de maio – Viarregio-Massa Tudor – ITT – 42km
11 – 20 de maio – Porcari-Chiavari – 187km
12 – 21 de maio – Imperia-Novi Ligure – 177km
13 – 22 de maio – Alessandria-Verbania – 188km
14 – 23 de maio – Aosta-Pila (Gressan) – 133km
15 – 24 de maio – Vaghera-Milão – 156km

25 de maio – Descanso

16 – 26 de maio – Bellinzona-Cari – 113km
17 – 27 de maio – Cassano d’Adda-Andalo – 202km
18 – 28 de maio – Fai della Paganella-Pieve di Soligo – 168km
19 – 29 de maio – Feltre-Alleghe (Piani di Pezzè) – 151km
20 – 30 de maio – Gemona del Friuli-Piancavallo – 200km
21 – 31 de maio – Roma-Roma – 131km

Prova de 21 etapas começa no dia 8 de maio na Bulgária e termina no dia 31 em Roma

DETALHES DAS ETAPAS GIRO D’ITALIA 2026

ETAPA 1 – Burgas – 147km
Etapa plana com largada na cidade histórica de Nessebar, colônia grega fundada no século VI a.C. Chegada em Burgas, cidade turística à beira do Mar Negro. Primeira Maglia Rosa deverá ser concedida depois da chegada em sprint.

Primeira etapa na Bulgária

ETAPA 2 – Burgas–Tornovo – 221km
Etapa longa com subidas no trecho central para atravessar a principal cordilheira da Bulgária. A chegada apresenta uma subida íngreme a poucos quilômetros de Veliko Tarnovo: a subida do Mosteiro de Lyaskovets (aproximadamente 3,5km a 7,5%, com um longo trecho com inclinação de dois dígitos).

A segunda etapa na Bulgária terá 221km

ETAPA 3 – Plovdiv–Sofia – 175km
A última jornada na Bulgária tem uma subida intermediária longa, mas constante (Borovets), antes de uma provável chegada em sprint na capital Sofia.

A última etapa na Bulgária terá 175km com chegada na capital Sofia

ETAPA 4 – Catanzaro–Cosenza – 138km
Depois do transfer do dia anterior, a primeira etapa na Itália é curta, com provável chegada em sprint apesar de uma subida longa e fácil no meio da etapa.

A primeira jornada em solo italiano terá 138km

ETAPA 5 – Praia a Mare–Potenza – 203km
Etapa ondulada com muitas subidas e uma chegada íngreme em aclive. O percurso atravessa o Parque Nacional Pollino. Final semelhante – embora não idêntico – ao de 2022 (Bouwman).

Detalhe da altimetria da quinta etapa com 203km e chegada em Potenza

ETAPA 6 – Paestum–Nápoles – 142km
Provavelmente haverá um sprint em Nápoles depois de um trecho intermediário ondulado e um circuito final com várias subidas curtas, a última bem próxima da linha de chegada.

A sexta jornada terá 142km com chegada em Nápoles

ETAPA 7 – Formia–Blockhaus – 246km
Primeira chegada ao topo de uma montanha e a mais longa do Giro, com 246km. Percurso costeiro por Sperlonga e Gaeta, depois para Abruzzo. Subida do Blockhaus a partir de Roccamorice, o lado mais difícil: os últimos 10km com inclinação constante em torno ou acima de 10%.

A sétima etapa terá a primeira chegada ao alto, em Blockhaus

ETAPA 8 – Chieti–Fermo – 157km
Etapa ondulada ao estilo de Muri, semelhante à Tirreno-Adriático. Várias subidas íngremes, incluindo Capodarco, palco da famosa prova Sub-23, e mais uma subida para chegar ao centro da cidade.

Altimetria da oitava etapa

ETAPA 9 – Cervia–Corno alle Scale – 184km
O percurso começa plano, depois segue com um terreno cada vez mais ondulado até chegar aos Apeninos Toscano-Emilianos, terminando em subida no Corno alle Scale (Rifugio Cavone). A subida final alterna rampas íngremes com trechos mais fáceis.

A nona etapa – com 184km – tem chegada ao alto em Corno alle Scale

ETAPA 10 – Viareggio–Massa (ITT) – 42km
Depois do primeiro dia de descanso, a corrida volta com uma crono individual totalmente plana, com previsão de velocidade extremamente alta (estimativa de 56–57 km/h). Os primeiros 10km apresentam diversas curvas ao redor de Viareggio e Torre del Lago Puccini; em seguida, um longo trecho reto ao longo da costa, onde os melhores ciclistas podem atingir 60km/h.

Altimetria da décima etapa, com 42km de crono individual

ETAPA 11 – Porcari–Chiavari – 187km
Etapa ondulada com uma segunda metade exigente pela famosa região da Cinque Terre (Levanto). Rampa final íngreme pouco antes da linha de chegada.

A 11ª etapa passa pela famosa região da Cinque Terre

ETAPA 12 – Imperia–Novi Ligure – 177km
Subidas iniciais em Colle Giovo e Bric Berton, antes de entrar no Vale do Pó. Provável chegada em sprint.

A 12ª jornada é plana e terá possível chegada em sprint

ETAPA 13 – Alessandria–Verbania – 188km
Etapa plana com subidas finais complicadas: Bieno (5%) e Ungiasca (7% com longos trechos de inclinação acima de 10%). A chegada é junto ao lago em Verbania.

Perfil altimétrico da 13ª etapa

ETAPA 14 – Aosta–Pila – 133km
Jornada brutal com mais de 4 mil metros de altimetria acumulada com largada na capital do Vale d’Aosta. Os ciclistas atravessam as “varandas” de Aosta e passam por Saint-Barthélémy, Douas, Lin Noir, Verrogne e Pila, com escaladas pela primeira vez pelo lado de Gressan (normalmente feitas em descida).

A décima-quarta etapa começa no Vale d’Aosta e termina em Pila, com 133km

ETAPA 15 – Voghera–Milão – 156km
Etapa totalmente plana no Piemonte, com um circuito final em Milão e chegada em sprint em grupo praticamente garantida.

Milão, a capital da Lombardia, recebe a chegada da 15ª etapa

ETAPA 16 – Bellinzona–Carì (Suíça) – 113km
Depois do segundo dia de descanso, a corrida retorna com uma etapa bem curta na Suíça, mas em altitude elevada. Circuito inicial com duas subidas exigentes (Torre, Leontica) antes da chegada ao alto em Carì.

A 16ª etapa será em altitude e em território suíço com chegada ao alto em Carí

ETAPA 17 – Cassano d’Adda–Andalo – 202km
Inicialmente plano, seguido por uma sequência de subidas curtas até a linha de chegada. Curto percurso parcialmente fechado próximo ao final em Andalo.

Etapa 17, com 202km e chegada em Andalo

ETAPA 18 – Fai della Paganella–Pieve di Soligo – 168km
Etapa com ondulações suaves e constantes. Descida neutra até o km 0, seguida de subidas e descidas implacáveis. A 9km da chegada, o famoso Muro di Ca’ del Poggio pode ser o fator decisivo entre um sprint e uma chegada seletiva.

A 18ª jornada passa pelo Col del Poggio

ETAPA 19 – Feltre–Alleghe (Piani di Pezzè) – 151km
A Etapa Rainha será em um clássico percurso Dolomítico em estilo montanhista, mas moderno em extensão: 151 km com 5.000 m de altimetria acumulada. Os ciclistas enfrentam o Passo Duran, o Passo Staulanza (pela íngreme variante Coi, com inclinação de até 19%), o Passo Giau pelo seu lado mais difícil (Cima Coppi, 2.236 m), o Passo Falzarego e, por fim, a curta subida final (5km a cerca de 10%, com picos a 15%).

Perfil altimétrico da Etapa Rainha do Giro d’Italia, com passagem pelo Passo Giau, o ponto mais alto da corrida

ETAPA 20 – Gemona del Friuli–Piancavallo – 200km
Outra chegada ao alto na penúltima etapa. O percurso longo começa com um terreno ondulado, seguido de uma dupla subida ao Piancavallo. A rota cruza o epicentro do terremoto de Friuli de 1976 (990 vítimas, dezenas de milhares de deslocados) antes de subir o Piancavallo duas vezes, com um circuito que inclui o Lago di Barcis. Pantani venceu aqui em 1998 antes de conquistar o Giro na classificação geral. A classificação geral será definida neste dia.

A vigésima e penúltima etapa, com 200km, tem a última chegada ao alto do Giro d’Italia

ETAPA 21 – Roma–Roma – 131km
A etapa final – na realidade um desfile do pelotão – é essencialmente idêntica à dos últimos anos: um percurso inicial de ida e volta até Ostia, seguido de várias voltas no circuito do centro da cidade.

A capital italiana recebe pela 8ª vez a final do Giro d’Italia

CURIOSIDADES

  • 3.459 km de distância total
  • Quase 50 mil metros de ganho de elevação
  • 16 largadas no exterior na história do Giro
  • 8 chegadas finais em Roma
  • 40,2km de contrarrelógio individual
  • 90 chegadas de etapa em Milão
  • Passo Giau como Cima Coppi pela 4ª vez (1973 – José Manuel Fuente; 2011 – Stefano Garzelli; 2021 – Egan Bernal)

Mais informações no site oficial https://www.giroditalia.it/en

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