Marcos Júnior: “Não foi apenas uma questão de emagrecer. Foi uma recuperação completa da qualidade de vida”Do Bikemagazine
Fotos de arquivo pessoal
Em um país onde mais de 70% da população adulta está acima do peso, histórias de transformação ganham ainda mais relevância. A do empresário mineiro Marcos Boaventura Veloso Junior é uma delas.
Há cerca de dois anos, Marcos chegou aos 132 kg e enfrentava uma série de problemas de saúde. Pressão alta, pré-diabetes, gordura no fígado grau 3 e alterações hormonais faziam parte de sua rotina. Além disso, ele havia abandonado um antigo hábito que marcou sua juventude: pedalar.
Depois de quase dez anos longe da bicicleta, decidiu mudar de vida. A transformação envolveu reeducação alimentar, abandono do cigarro e do álcool, acompanhamento médico e a retomada gradual da atividade física. Foi nesse momento que a bicicleta voltou a fazer parte de seu dia a dia.
“Não foi apenas uma questão de emagrecer. Foi uma recuperação completa da qualidade de vida”, conta Marcos, que reside em Uberlândia (MG).
O retorno ao ciclismo aconteceu com o auxílio de uma bicicleta elétrica Oggi, que permitiu que ele voltasse a se exercitar mesmo enfrentando limitações físicas decorrentes do excesso de peso.
“Quando eu estava com mais de 130 kg, pedalar era muito difícil. A bicicleta elétrica me ajudou a voltar a me movimentar, ganhar condicionamento e criar uma rotina que consegui manter ao longo do tempo. Hoje meus exames estão controlados e minha saúde é completamente diferente”, afirma.
Atualmente, com aproximadamente 74 kg, Marcos não apenas recuperou a saúde, mas também voltou a competir em provas de ciclismo.
Obesidade avança no Brasil
A história individual reflete um problema coletivo. Dados da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que a obesidade no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024. Atualmente, cerca de um em cada quatro brasileiros adultos convive com a doença.
Quando o sobrepeso também é considerado, o número sobe para 62,6% da população. Dados mais recentes do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), referentes a 2025, indicam um cenário ainda mais preocupante: 70,9% dos adultos acompanhados pela atenção primária do SUS estão acima do peso.
Segundo especialistas, além da alimentação inadequada, o sedentarismo e a redução dos níveis de atividade física contribuem diretamente para esse cenário.
A bicicleta como aliada contra o sedentarismo
Embora não exista uma solução única para a obesidade, a prática regular de atividade física é considerada uma das ferramentas mais importantes para melhorar a saúde da população.
Nesse contexto, a bicicleta pode desempenhar um papel relevante, especialmente para pessoas que estão retomando a prática de exercícios após longos períodos de sedentarismo.
As bicicletas elétricas, por exemplo, ajudam a reduzir o esforço em subidas e percursos mais exigentes, tornando o pedal mais acessível para iniciantes ou para pessoas com excesso de peso. Isso facilita a criação de uma rotina consistente de atividade física e pode servir como porta de entrada para hábitos mais saudáveis.
A Organização Mundial da Saúde recomenda entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física moderada. Segundo a entidade, cumprir essa meta pode reduzir significativamente o risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.
Além do aspecto esportivo e recreativo, especialistas destacam que a bicicleta também pode ser incorporada aos deslocamentos diários, contribuindo para combater o sedentarismo de forma prática e sustentável.
Para Marcos, independentemente do tipo de bicicleta utilizada, o mais importante é dar o primeiro passo.
“O desafio era voltar a me movimentar. A bicicleta me ajudou a construir uma rotina e a recuperar minha saúde. Hoje tenho uma qualidade de vida que não imaginava ser possível alguns anos atrás”, conclui.






