Tour de France 2026: conheça o percurso com largada em Barcelona e duas chegadas no Alpe d’Huez

Prova terá 3.333km com 8 etapas de montanha e cinco chegadas ao alto; confira todas as etapas e altimetrias

Bikemagazine
9 de junho de 2026

Edição 113ª começa em Barcelona no dia 4 de julho com crono por equipes de 19km

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação ASO

O Tour de France 2026 terá largada em Barcelona, na Espanha, e promete uma das edições mais desafiadoras dos últimos anos. A 113ª edição da corrida de ciclismo mais prestigiada do mundo vai reunir 184 ciclistas distribuídos em 23 equipes, que disputarão uma das edições mais montanhosas e exigentes da história recente do Tour de France.

Serão 3.333km totais divididos em 21 etapas, cinco chegadas em alto, dois contrarrelógios individuais e mais de 54.450 metros de desnível acumulado até a tradicional chegada final em Paris.

A prova começa no dia 4 de julho com uma crono por equipes (TTT) de 19km pelas ruas de Barcelona, marcando a primeira vez em 55 anos que o Tour terá uma abertura nesse formato. A prova termina no domingo, dia 26 de julho.

A prova termina no dia 26 de julho com uma etapa de 133km entre Thoiry e a Avenida Champs-Élysées

Depois de duas etapas território espanhol, a corrida entra na França na terceira etapa e vai percorrer sete regiões e 29 departamentos antes de encerrar sua jornada na capital francesa.

O percurso foi desenhado para oferecer oportunidades a todos os perfis de ciclistas. Serão sete etapas planas, quatro etapas acidentadas, oito etapas de montanha, um contrarrelógio por equipes e um contrarrelógio individual, além de dois dias de descanso.

Duas vezes Alpe d’Huez

As montanhas terão papel decisivo na disputa pela camisa amarela. Os ciclistas enfrentarão, pela ordem, os Pireneus, o Maciço Central, os Vosges, o Jura e os Alpes. Entre os destaques estão cinco chegadas em subida, em Gavarnie-Gèdre, Plateau de Solaison, Orcières-Merlette e duas vezes em Alpe d’Huez (na 19ª e 20ª etapas).

A organização também introduziu diversas novidades na alta montanha. Subidas inéditas no Tour estarão presentes no percurso, incluindo a Côte de Begues, a Montée de Gavarnie-Gèdre, o Col de la Griffoul, o Col du Page, o Col du Haag, o Plateau de Solaison e a ascensão do Col de Sarenne por sua vertente sudeste. O ponto mais alto da corrida será o lendário Col du Galibier, a 2.642 metros de altitude.

O segundo e último contrarrelógio da edição será disputado na 16ª etapa, entre Évian-les-Bains e Thonon-les-Bains, em um percurso individual de 26 quilômetros que poderá ser decisivo para a classificação geral.

As bonificações de tempo continuarão desempenhando papel importante na corrida. Ao final de cada etapa, os três primeiros colocados receberão 10, 6 e 4 segundos de bônus, respectivamente.

Outra característica marcante da edição de 2026 será a presença de dez cidades e locais inéditos na história do Tour. Entre eles estão Tarragona, Granollers, Les Angles, Gavarnie-Gèdre, Hagetmau, Malemort, Ussel, o Circuito Nevers Magny-Cours, Plateau de Solaison e Thoiry.

Mapa Tour de France 2026

ETAPAS DO TOUR DE FRANCE 2026

1 – 04/07 – Barcelona – Barcelona – 19,6km
2 – 05/07 – Tarragona – Barcelona – 168,5km
3 – 06/07 – Granollers – Les Angles – 195,9km
4 – 07/07 – Carcassonne – Foix – 181,9km
5 – 08/07 – Lannemezan – Pau – 158,3km
6 – 09/07 – Pau – Gavarnie-Gèdre – 186,2km
7 – 10/07 – Hagetmau – Bordeaux – 175,1km
8 – 11/07 – Périgueux – Bergerac – 175,1km
9 – 12/07 – Malmort – Ussel – 185,5km

Descanso – 13/07 – Cantal

10 – 14/07 – Aurillac – Le Lioran – 166,6km
11 – 15/07 – Vichy – Nevers – 161,3km
12 – 16/07 – Circuit Nevers Magny-Cours-Chalon-Sur-Saône – 179,1km
13 – 17/07 – Dole – Belfort – 205,8km
14 – 18/07 – Mulhouse – Le Markstein Fellering -155,3km
15 – 19/07 – Champagnole – Plateau de Solaison -183,9km

Descanso – 20/07 – Haute-Savoie

16 – 21/07 – Évian-Les-Bains- Thonon-Les Bains – 26,1km
17 – 22/07 – Chambery – Voiron – 174,7km
18 – 23/07 – Voiron – Orcières-Merlette – 185,2km
19 – 24/07 – Gap – Alpe D’Huez – 127,9km
20 – 25/07 – Le Bourg D’Oisans – Alpe D’Huez – 170,9km
21 – 26/07 – Thoiry – Paris Champs-Élysées – 133km

ALTIMETRIAS ETAPAS TOUR DE FRANCE 2026

ETAPA 1 – BARCELONA – TTT

Etapa 1 – 04/07 – Barcelona – Barcelona – 19,6km

A abertura do Tour de France 2026 será um contrarrelógio por equipes nas ruas de Barcelona. O percurso começa em ritmo muito veloz, com longas avenidas planas entre o Parc del Fòrum e o Port Olímpic, favorecendo equipes capazes de manter altas velocidades.

Na segunda metade, o traçado se torna mais técnico e acidentado. Após passar pela Sagrada Família e pela Plaça d’Espanya, os ciclistas enfrentam a subida de Montjuïc (1,1 km a 5,1%), seguida por uma curta descida e pela rampa final de 800 metros até a chegada, com inclinação média de 7%.

ETAPA 2 – TARRAGONA – BARCELONA

Etapa 2 – 05/07 – Tarragona – Barcelona – 168,5km

Indicada para puncheurs. Os primeiros 85 km são praticamente planos pela Costa Dorada antes de o percurso seguir em direção a Begues, onde aparece uma subida de 6,1 km a 6,5%.

Depois de um trecho de descida, os ciclistas entram em Barcelona para disputar o circuito final em Montjuïc. Restando cerca de 30 km para a chegada, o pelotão completa duas voltas em um circuito bastante seletivo.

O principal obstáculo é a Côte du Château de Montjuïc (1,6 km a 9,3%, com máximas de 13%), seguida pela Côte du Stade Olympique (700 m a 7%). A chegada acontece justamente nesta última subida, favorecendo especialistas em finais explosivos.

ETAPA 3 – GRANOLLERS – LES ANGLES

Etapa 3 – 06/07 – Granollers – Les Angles – 195,9km

Indicada para atacantes com capacidade para escalar. A terceira etapa leva o Tour em direção aos Pireneus. Depois de um início com terreno ondulado, o percurso ganha dificuldade com as subidas da Collada de Toses (9,3 km a 6,5%) e do Col du Calvaire (11,4 km a 4,1%), ponto mais alto do dia, a 1.836 metros de altitude.

Após uma longa descida, os ciclistas seguem para a subida final até a estação de esqui de Les Angles, com 4,7 km a 4,6%. Os últimos 1,7 km aumentam para 6,5%, tornando a chegada ideal para ataques de escaladores mais explosivos.

ETAPA 4 – CARSSONNE – FOIX

Etapa 4 – 07/07 – Carcassonne – Foix – 181,9km

Indicada para atacantes. Apesar de não entrar na alta montanha, a etapa apresenta um percurso bastante exigente e repleto de subidas. Depois de diversos trechos ondulados, os principais desafios são o Col de Coudons (10,5 km a 5,5%) e o Col de Montségur (6,9 km a 6,6%), cuja última passagem acontece a 35,5 km da chegada.

Após a descida de Montségur, o terreno continua ondulado até Foix, favorecendo ataques de longe e dificultando uma reorganização do pelotão.

ETAPA 5 – LANNEMEZAN – PAU

Etapa 5 – 08/07 – Lannemezan – Pau – 158,3km

Indicada para velocistas. A quinta etapa deixa os Pireneus para trás e segue por estradas predominantemente planas em direção a Pau. O percurso apresenta apenas ondulações leves durante boa parte do dia.

Nos quilômetros finais aparecem três pequenas subidas — Côte de Casteide-Doat (1,5 km a 5,1%), Côte de Flancart (1 km a 6,4%) e Côte de Baleix (1,3 km a 7%) —, mas depois restam 26 km praticamente planos até a chegada, cenário favorável para um sprint em massa.

ETAPA 6 – PAU – GAVARNIE-GÈDRE

Etapa 6 – 09/07 – Pau – Gavarnie-Gèdre – 186,2km

Indicada para escaladores. A primeira etapa de montanha do Tour de France 2026 leva o pelotão aos Pireneus. Depois de um longo trecho de aproximação, a corrida ganha dificuldade com o Col d’Aspin (12 km a 6,5%), seguido pelo tradicional Col du Tourmalet, uma das subidas mais emblemáticas da prova, com 17,1 km e inclinação média de 7,3%.

Após a longa descida até Luz-Saint-Sauveur, os ciclistas seguem em direção a Gavarnie-Gèdre. A subida final é mais regular, com 18,7 km a 3,7%, mas a sequência de dificuldades acumuladas ao longo do dia deve proporcionar o primeiro grande duelo entre os escaladores.

ETAPA 7 – HAGETMAU – BORDEAUX

Etapa 7 – 10/07 – Hagetmau – Bordeaux – 175,1km

Indicada para velocistas. Depois da primeira etapa de montanha nos Pireneus, o Tour de France volta a oferecer uma excelente oportunidade para os velocistas.

O percurso entre Hagetmau e Bordeaux é praticamente plano e apresenta apenas uma dificuldade categorizada: a Côte de Béguey, com 1,6 km a 4,2%, cujo topo fica a menos de 40 km da chegada.

A tendência é de controle das equipes dos sprinters durante toda a etapa. Salvo uma fuga bem-sucedida, tudo indica que Bordeaux receberá mais uma chegada decidida em sprint.

ETAPA 8 – PÉRIGUEUX – BERGERAC

Etapa 8 – 11/07 – Périgueux – Bergerac – 175,1km

Indicada para velocistas. A oitava etapa apresenta um percurso favorável aos velocistas. Apesar de algumas ondulações ao longo do trajeto, o perfil não oferece dificuldades suficientes para impedir uma chegada em pelotão.

Os quilômetros finais são rápidos e devem favorecer as equipes especializadas na preparação do sprint.

ETAPA 9 – MALEMORT – USSEL

Etapa 9 – 12/07 – Malmort – Ussel – 185,5km

Ideal para atacantes. Tanto Malemort quanto Ussel receberão o Tour de France pela primeira vez. Tudo indica que será uma etapa brutal. O perfil do percurso não oferece trégua.

O trajeto é ondulado durante todo o dia, acumulando uma quantidade significativa de subidas. Logo no início, o terreno ganha elevação antes que a Puy Boubou (2,8 km a 4,1%), a Côte de Lagleygeolle (5,2 km a 3,9%) e a Côte de Miel (6,6 km a 3,9%) garantam uma primeira hora de prova bastante movimentada.

No trecho intermediário, a Côte des Naves (2,8 km a 6,7%) e a Puy de Lachaud (3,6 km a 5,3%) impõem desafios adicionais, antes de surgir o teste mais difícil da etapa: a Suc au May, com quase 4 km a 7,7%, logo após a metade do percurso.

Cerca de 15 km depois, os ciclistas enfrentam a Côte de la Croix de Pey: 7 km a 4,9%. Após a descida, a estrada segue em um falso plano ascendente até o Mont Bessou, que apresenta uma inclinação de 8,5% nos últimos 800 metros. Do topo, restam 24 km para o final.

Pouco depois da descida até Meymac, surge a última subida relevante: a Côte des Gardes. Após essa ascensão de 2,2 km a 4,8%, restam 14 km até a linha de chegada.

ETAPA 10 – AURILLAC – LE LIORAN

Etapa 10 – 14/07 – Aurillac – Le Lioran – 166,6km

Ideal para escaladores. Aurillac já recebeu a “Grande Boucle” 15 vezes, a mais recente em 2014. Os ciclistas enfrentam um terreno levemente ondulado nos primeiros 65km, mas a parte de subidas começa com a Côte de Pailherols. Esse trecho de 3,3 km com inclinação média de 6,5% é apenas uma amostra do que está por vir.

Depois de quase 100km, o pelotão encara a primeira subida oficial, o Col de la Griffoul (5,9 km a 6,7%), seguido pelo Col de Prat de Bouc (3,2 km a 5,8%) e, logo após a descida, a Côte de Murat (6,6 km a 4,4%). Na verdade, tudo isso não passa de um aquecimento para o grande desfecho.

A corrida ganha intensidade real no Puy Mary — também conhecido como Pas de Peyrol —, uma subida de 7,8 km com inclinação média de 6%, sendo que os últimos 2,2 km apresentam uma inclinação de 8,8%. Após uma descida de 8 km, a estrada volta a subir imediatamente no Col de Pertus, com 4,4 km de extensão e média de 8,5%. O topo é alcançado quando faltam 14,6 km para o final.

Uma descida de 6 km leva a Saint-Jacques-des-Blats. A estrada começa a subir novamente logo em seguida, mas apenas os últimos 3,3 km contam para a classificação de Rei da Montanha (KOM). O Col de Font de Cère tem uma inclinação média de 5,8%.

Do topo, restam 2,5 km até a linha de chegada em Le Lioran. A estrada desce levemente antes de os últimos metros apresentarem uma subida com inclinação de 6%.

ETAPA 11 – VICHI – NEVERS

Etapa 11 – 15/07 – Vichy – Nevers – 161,3km

Ideal para velocistas. Vichy sediou o Tour de France somente em 1952. Nevers por sua vez vai receber o Tour pela quarta vez.

Os ciclistas partem em direção ao norte, acompanhando por 57km o rio Allier, que corta a cidade. Em Moulins, deixam o vale e seguem em direção ao Loire, cruzando o rio antes de fazerem uma curva para o sul e chegarem a Nevers vindo do norte.

Faltando pouco menos de 40km para o final, a Côte de Billy-Chévannes (1,5 km com inclinação de 6%) é a subida mais difícil do dia.

ETAPA 12 – AUTÓDROMO DE MAGNY-COURS – CHALON-SUR-SAÔNE

Etapa 12 – 16/07 – Circuit Nevers Magny-Cours-Chalon-Sur-Saône – 179,1km

Ideal para velocistas. A corrida começa no autódromo de Magny-Cours. Assim como na etapa anterior, o pelotão atravessa o rio Loire, em Decize, antes de seguir para Montceau-les-Mines pela borda Sul do Parque Natural de Morvan em direção à Côte de Montagny-lès-Buxy.

A subida de 2,6km com inclinação média de 3,9% poderá ajudar a fuga a se manter à frente do pelotão, mas um ou outro velocista com dificuldades pode acabar perdendo contato na subida, que está a quase 20km da meta. Depois do Côte de Montagny-lès-Buxy os ciclistas descem em direção ao vale do rio Saône antes de chegarem à linha de chegada.

ETAPA 13 – DOLE – BELFORT

Etapa 13 – 17/07 – Dole – Belfort – 205,8km

Ideal para ciclistas que descem bem e têm explosão nas pernas. O início é por estradas onduladas e a primeira subida aparece com 150km de corrida no Col des Croix, com 5,4km e inclinação média de 4,9%. Os ciclistas descem em alta velocidade em direção ao vale do Mosela antes de encarar a subida principal do dia.

Há 121 anos, o Ballon d’Alsace foi a primeira montanha de verdade a ser enfrentada na história do Tour de France. É uma subida de 8,7km com inclinação média de 6,9% e trechos que chegam a 8,8%. O topo fica a 30km da chegada.

A primeira metade é uma descida propriamente dita, e o trajeto segue então em leve declive rumo a Belfort. Nos 5km finais há um trecho de 800 metros com inclinação de 8% — um ponto com potencial para agitar a disputa entre os ciclistas da fuga.

ETAPA 14 – MULHOUSE – LE MARKSTEIN FELLERING

Etapa 14 – 18/07 – Mulhouse – Le Markstein Fellering -155,3km

Ideal para escaladores e candidatos à classificação geral. A jornada tem 3.800 metros de ganho de elevação. A última vez que o Tour terminou em Le Markstein foi em 2023, com vitória de Tadej Pogacar. Desta vez, a aproximação será feita pelo lado oposto.

Le Markstein fica a menos de 50km de distância da largada. Depois de subirem o Grand Ballon — uma subida irregular de 21,5km com inclinação média de 4,8% — logo aos 36km de corrida, eles chegam à área de chegada pela primeira vez. Depois o pelotão entra em um circuito com pouco mais de 111km.

Depois da primeira passagem, a corrida desce em direção a Kruth, antes que o Col du Page apresente a subida categorizada mais fácil do dia: 9,8km a 4,7%. Logo após a descida, vem o Ballon d’Alsace, com 8,9km de extensão e média de 6,9%. No topo, ainda restam 61km para o final.

Depois da descida, o Col du Schirm (3,7km a 5,3%) e o Col du Hundsruck (3,6km a 5,2%) são os únicos obstáculos até a série de subidas finais. Primeiro vem a ascensão a Geishouse, 4km a 9%; uma breve descida precede um trecho de inclinação bastante constante, após o qual o quilômetro final antes do topo ganha inclinação, chegando a 9,5%.

Ao todo, o Col du Haag é um desafio de 11,2km com inclinação média de 7,3%. Depois do topo, restam 5,9km de terreno ondulado até a linha de chegada.

ETAPA 15 – CHAMPAGNOLE – PLATEAU DE SOLAISON BRISON

Etapa 15 – 19/07 – Champagnole – Plateau de Solaison -183,9km

Ideal para escaladores e candidatos à classificação geral. Logo na largada, a estrada começa a subir levemente e mantém essa tendência pelos primeiros 22km.

Depois de uma descida de 6km, os ciclistas chegam a Morez, onde começa a Côte de Doppes. É mais uma subida fácil — 15,2km a 3,6% — que antecede uma longa descida de quase 50km, interrompido apenas pelo Côte de la Mulaz: 3,6km a 4,2%.

Depois da confluência dos rios Valserine e Ródano a estrada volta a subir na modesta Côte de Vulbens: 4,3km a 3,1%. Sem uma descida na sequência, a estrada continua subindo suavemente por mais 15km.

Depois de uma breve descida o pelotão encara o Col de la Croisette com 7,6km e inclinação média de 8,8%, sendo que os 4,7km finais atingem 11,2%. No topo, restam pouco menos de 50km para o final.

Depois de mais uma descida surge a Côte de la Moussière — 2,5km a 7,3% —, seguida por uma longa descida em direção ao vale do Arve. Pouco depois de Bonneville, a subida final começa com 4km e inclinação de dois dígitos. Na sequência, a inclinação oscila entre 8% e 10%, aliviando apenas ligeiramente nos 1,3km finais. A subida para o Plateau de Solaison totaliza 11,3km com uma inclinação média de 9,1%.

ETAPA 16 – ÉVIAN-LES-BAINS – THONON-LES-BAINS – ITT

Etapa 16 – 21/07 – Évian-Les-Bains- Thonon-Les Bains – 26,1km

A última semana do Tour de France começa com uma crono individual de 26km. Com largada e chegada às margens do Lago de Genebra, o percurso serpenteia pelas colinas antes de descer em direção à orla. O trajeto apresenta um ganho de elevação de cerca de 500 metros.

Ao longo da margem, a distância entre Évian-les-Bains e Thonon-les-Bains é de apenas 11km, é plana e não oferece grandes desafios.

Logo após a largada, o percurso sobe por 9,6km com uma inclinação média de 4,2% até uma altitude de cerca de 800 metros. Em seguida, os ciclistas descem por 7km de volta à beira do lago. Faltando 9km para a meta, o terreno torna-se plano até a linha de chegada.

ETAPA 17 – CHAMBÉRY – VOIRON

Etapa 17 – 22/07 – Chambery – Voiron – 174,7km

Ideal para atacantes. Do quilômetro 15 em diante, o percurso segue majoritariamente em subida por cerca de 30km. Esse trecho culmina no Col des Prés: 3,5km de ascensão com inclinação média de 6,6%.

Em seguida, os ciclistas descem em direção a Chambéry antes de enfrentar o Col de Couz, uma subida de 8,6km com média de 2,8%.

Com isso, a maior parte das subidas já terá sido superada. O terreno segue com um perfil ondulado antes de passar a ser predominantemente de descida nos últimos 35km. A última subida está a 6km da chegada, com 2,5km e 3,5% de inclinação. A partir daí, o trajeto é plano até a linha de chegada.

ETAPA 18 – VOIRON – ORCIÈRES-MERLETTE

Etapa 18 – 23/07 – Voiron – Orcières-Merlette – 185,2km

Ideal para atacantes e escaladores. A corrida chega nos Alpes. A primeira de três etapas alpinas terá 185km com 3.800m de ganho de elevação. A prova termina na estação de esqui de Orcières-Merlette, depois de uma subida de 7,1km com inclinação média de 6,7%.

Os ciclistas partem de Voiron em direção ao sul, rumo a Grenoble. Pouco antes de chegar à cidade, viram à direita e enfrentam a subida para Engins: 11,4km com inclinação de 5,4%. Um longo falso plano continua até Saint-Nizier-du-Moucherotte.

O percurso desce até as margens do rio Drac. Depois de cerca de 10km no vale, a rota começa a subir novamente. A ascensão para Monteynard tem 9,7km de extensão e inclinação média de 5%. Mais uma vez, não há uma descida real na sequência; em vez disso, o trajeto mantém-se a uma altitude de cerca de 900 metros por aproximadamente 55km, em um terreno de ondulações constantes.

De La Fare-en-Champsaur em diante, a 32km da meta, a estrada sobe quase continuamente até a linha de chegada. Inicialmente com inclinações muito suaves, destaca-se a Côte de Saint-Léger-les-Mélèzes, que sobe a 6,8% por 2,8km. A partir desse ponto, o percurso é idêntico ao de 2020.
A subida final não é particularmente difícil, com 7,1km e inclinação média e constante de 6,7%.

ETAPA 19 – GAP – ALPE D’HUEZ

Etapa 19 – 24/07 – Gap – Alpe D’Huez – 127,9km

Ideal para escaladores e candidatos à classificação geral.
A icônica subida final conta com 21 curvas fechadas, estende-se por 13,8km e apresenta uma inclinação média de 8,1%.
Logo após a largada, os ciclistas enfrentam uma subida íngreme de “aquecimento”. O Col Bayard tem uma extensão de 5,1km com inclinação média de 7,2%. Imediatamente após a descida, o Col du Noyer acrescenta mais 7,2km com 8,5% de inclinação ao desafio. Haja perna: é uma daquelas formas intensas de começar um dia nas montanhas.

O percurso então suaviza por um trecho. Após a descida, os ciclistas percorrem algumas dezenas de quilômetros em estradas de relevo moderado antes da subida ao Col d’Ornon com de 5,4km e média de 6,4%. Do outro lado da montanha fica Bourg d’Oisans, o tradicional ponto de partida para a ascensão ao Alpe d’Huez.
A partir de Bourg d’Oisans, os ciclistas enfrentam as famosas 21 curvas fechadas, subindo 13,8km com inclinação média de 8,1%. Os trechos mais difíceis são nos primeiros 2km, bem como no décimo e no décimo primeiro quilômetro.

ETAPA 20 – LE BOUR D’OISANS – ALPE D’HUEZ

 Etapa 20 – 25/07 – Le Bourg D’Oisans – Alpe D’Huez – 170,9km

ETAPA 21 – THOIRY – PARIS

 Etapa 21 – 26/07 – Thoiry – Paris Champs-Élysées – 133km

Ideal para velocistas. O trajeto até Paris segue o padrão habitual. Após muita conversa e ainda mais oportunidades para fotos, os ciclistas chegam à capital francesa depois de cerca de 50km.

Em seguida, o pelotão dá três voltas de 6,8km na Champs-Élysées, antes de seguirem para a Côte de la Butte Montmartre pela primeira vez. O circuito, que inclui a subida em paralelepípedos, tem 16,7km de extensão e também é percorrido três vezes. A subida em paralelepípedos tem 1,1km de extensão e inclinação média de 5,9% e está a 6,1km da linha de chegada.

Mais informações no site oficial https://www.letour.fr/en

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