Do Bikemagazine
Foto de divulgação Volta SC
Uma das provas mais tradicionais do ciclismo brasileiro e sul-americano está definitivamente de volta ao calendário. Entre os dias 1º e 7 de setembro, Santa Catarina recebe a Volta de Santa Catarina 2026, competição que, pelo segundo ano consecutivo, reúne alguns dos principais nomes e equipes do ciclismo de estrada do Brasil e da América Latina.
A edição passada reuniu 20 equipes de elite, brasileiras e internacionais, em 584 km de competição. O colombiano Diego Camargo, da Team Medellín-EPM, ficou com o título, enquanto Bruno Lemes, da São José Ciclismo, terminou em quinto lugar e foi o melhor brasileiro. Gabriel Metzger, da ACRS Cycling Team-Royal Ciclo-Audax, foi o catarinense mais bem colocado.
Criada em 1987, a Volta de Santa Catarina construiu uma história que atravessa diferentes gerações do ciclismo nacional. Depois de quase uma década fora do calendário, a competição foi retomada em 2025, quando voltou a ter chancela internacional da UCI America Tour, algo que não ocorria desde 2010. O retorno marcou o resgate de uma das principais voltas ciclísticas do país e abriu caminho para a continuidade do projeto em 2026.
Neste ano, a Volta SC será disputada na classe UCI America Tour 2.2, com supervisão da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). A expectativa da organização é receber 22 equipes, entre times brasileiros, equipes profissionais latino-americanas e seleções estaduais, levando o pelotão por diferentes regiões e cenários de Santa Catarina.
A programação começa no dia 1º de setembro, em Pomerode, com a abertura da arena e a apresentação oficial das equipes. A partir das 13 horas do dia seguinte, começam as disputas na estrada, em um roteiro que conecta o Vale Europeu, o Alto Vale, a Serra Catarinense e Florianópolis.
A primeira etapa terá 118 quilômetros entre Pomerode e Ascurra, passando por Rio dos Cedros, Timbó, Benedito Novo, São Virgílio e Rodeio. No dia seguinte, o pelotão encara 135 quilômetros com largada e chegada no Santuário, no Complexo Nossa Senhora de Lourdes e do Louvor, em Ituporanga. O percurso será marcado por sucessivas subidas e descidas e mais de dois mil metros de altimetria positiva.
A montanha ganha ainda mais protagonismo na sequência. Em 4 de setembro, os ciclistas largam de Urubici para 110 quilômetros até Bom Jardim da Serra e o Mirante da Serra do Rio do Rastro, passando por São Joaquim. No mesmo dia, a programação terá uma novidade: um contrarrelógio por equipes de 20 quilômetros em Orleans, prova inédita na competição.
No sábado, dia 5, acontece a aguardada Etapa Rainha. Serão 138 quilômetros entre Orleans e o Mirante da Serra do Rio do Rastro, com 2.585 metros de altimetria positiva. Depois de passar por Pedras Grandes, Treviso e Lauro Müller, os ciclistas encaram a escalada final da Serra do Rio do Rastro: são 17 quilômetros de subida, com inclinação média de 6,3% e 1.085 metros de desnível acumulado.
A decisão será em Florianópolis, no domingo, 6 de setembro. A última etapa terá 70 quilômetros na capital catarinense, incluindo alguns de seus principais cartões-postais. O pelotão passará pela Ponte Hercílio Luz, seguirá em direção ao aeroporto e retornará ao circuito da Avenida Beira-Mar Norte, onde será conhecido o campeão da Volta de Santa Catarina 2026.
Volta de Santa Catarina 2026: programação
1ª etapa – 2 de setembro
Pomerode – Ascurra
126 km – largada às 13h
2ª etapa – 3 de setembro
Ituporanga – Ituporanga
135 km – largada às 13h
3ª etapa – 4 de setembro
Urubici – Mirante da Serra do Rio do Rastro
110 km – largada às 7h30
Contrarrelógio por equipes – 4 de setembro
Orleans
20 km – largada às 15h
4ª etapa – 5 de setembro
Orleans – Bom Jardim da Serra
138,6 km – largada às 8h30
5ª etapa – 6 de setembro
Florianópolis – Florianópolis
70 km – largada às 7h
Pelotão internacional
O nível técnico é um dos destaques da edição de 2026. Entre as equipes internacionais já confirmadas estão a NU Colombia e a Team Medellín-EPM, ambas da Colômbia e integrantes da categoria UCI Continental.
A Team Medellín-EPM retorna a Santa Catarina para defender o título conquistado em 2025, quando Diego Camargo venceu a classificação geral. A equipe também colocou Walter Vargas e Victor Ocampo nas demais posições do pódio e venceu a classificação por equipes.
Também estão confirmadas a equipe chilena Plus Performance–Solutos e a Seleção Nacional do Paraguai.
O Brasil terá uma representação numerosa. Entre as equipes confirmadas estão Localiza Meoo-Swift Pro Cycling, ACRS Cycling Team-Royal Ciclo-Audax, Taubaté Cycling Team-Tarumã-Araújo Simão, Andbank Cycling Team, Soul Extreme Racing Team, São José Ciclismo-Instituto Athlon, Secel-Jaraguá do Sul, Clube de Ciclismo de Indaiatuba, Emthos Racing, Associação Pedala Itapema de Ciclismo e Avaí–FME Florianópolis–APGF.
O pelotão terá ainda as seleções do Paraná e do Rio Grande do Sul e uma equipe de Chapecó, ampliando a presença catarinense e a representatividade regional da competição.
Eventos para amadores
A proposta da Volta SC também é aproximar o público de uma competição internacional e estimular a prática do ciclismo. Por isso, paralelamente ao evento profissional, a programação contará com dois desafios destinados aos ciclistas amadores.
No dia 5 de setembro, o Desafio Volta SC – Serra do Rio do Rastro terá 17,9 quilômetros entre Lauro Müller, no posto da Polícia Militar Rodoviária no Guatá, e o Mirante da Serra do Rio do Rastro. O percurso terá 1.104 metros de desnível positivo e categorias Road/Gravel, MTB e E-Bike. A categoria E-Bike será uma novidade e terá caráter participativo, sem classificação.
Já no feriado de 7 de setembro, depois de encerrada a disputa profissional, será realizado o Desafio Volta SC Florianópolis, com largada e chegada na Beira-Mar Continental, no Estreito, e categorias Road/Gravel, MTB e Kids.
Mais informações no site https://voltasc.com.br






