Ironman 70.3 Rio de Janeiro: Ognjen Stojanovic e Djenyfer Arnold vencem a edição 2026

Brasileira dominou a prova feminina de ponta a ponta, enquanto sérvio conquista sua primeira vitória em uma etapa do Ironman 70.3 depois de um duelo equilibrado com Enzo Krauss

Bikemagazine
9 de agosto de 2026

O sérvio Ognjen Stojanovic foi o vencedor na Elite masculina do Ironman 70.3 Rio de Janeiro

O sérvio Ognjen Stojanovic foi o vencedor na Elite masculina do Ironman 70.3 Rio de Janeiro

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação Fábio Falconi

Brasil e Sérvia festejaram os títulos da categoria profissional do Ironman 70.3 Rio de Janeiro. O sérvio Ognjen Stojanovic e a brasileira Djenyfer Arnold conquistaram, neste domingo (9 de agosto), o topo do pódio na décima edição da etapa carioca.

Em uma competição marcada pelo equilíbrio e pelas condições duras, com calor e alta umidade, Og completou os 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida em 3h50min52, enquanto Djenyfer Arnold marcou 4h14min15.

A disputa no masculino foi bastante equilibrada. No ciclismo, o forte ritmo do pelotão fez com que vários dos principais candidatos chegassem praticamente juntos à segunda transição. André Lopes, Enzo Krauss, Martin Baeza, do Chile, e Ognjen Stojanovic, da Sérvia, saíram em grupo para os 21,1 km de corrida, mantendo a expectativa de uma definição acirrada pelo título.

Depois dos primeiros quilômetros, Enzo Krauss e Stojanovic conseguiram abrir vantagem sobre os demais. Aos poucos, o sérvio passou a impor um ritmo mais forte e escapou para assumir a liderança. Com o melhor tempo de corrida entre os três primeiros colocados, 1h17min38, sustentou a ponta até a chegada e confirmou o título, seguido por Krauss e Baeza.

A vitória teve um significado especial para o atleta, que, aos 35 anos, conquistou pela primeira vez a vitória em uma prova da franquia Ironman 70.3.

“Foi uma corrida muito boa para mim. A execução foi quase impecável e estou muito feliz por conquistar essa vitória, após dois segundos lugares em provas de Ironman 70.3. Este é o meu terceiro pódio, mas a primeira vitória, e isso é sempre especial, ainda mais porque aconteceu quatro anos depois do meu primeiro”, destacou o vencedor.

Ele também destacou as condições climáticas. “As condições estavam muito difíceis. Estava quente, muito úmido e havia um vento forte, que sentimos durante toda a corrida. Penso que muitos atletas diminuíram o ritmo, abandonaram ou tiveram dificuldades. Felizmente, consegui controlar meu ritmo e vencer. Por tudo o que vivi antes da prova, pela corrida, pela atmosfera e pelas pessoas, faz todo sentido voltar nos próximos anos”, completou.

O brasileiro Enzo Krauss terminou na segunda colocação e brigou muito pela vitória. Ele teve o melhor tempo de ciclismo entre os três primeiros e mostrou que segue evoluindo.

“Foi muito bom. Um baita presente de Dia dos Pais para mim, poder chegar com a minha filha aqui e também proporcionar esse presente ao meu pai, que está assistindo, e ao meu avô, que está lá no céu. Eles são minhas maiores inspirações. Minha família toda está aqui: minha mãe, meu primo, todo mundo veio assistir. Então, não poderia ter sido melhor. Claro que a gente sempre busca a vitória. Quando comecei a sofrer, fiquei muito bravo, mas passei a enxergar o lado positivo, o copo meio cheio. É assim que vejo a minha vida: sempre o copo meio cheio. Então, foi um dia muito bom”, declarou.

Djenyfer Arnold dá show no Rio de Janeiro

A briga pela vitória no feminino, ao contrário do masculino, foi bem mais tranquila. A responsável por isso foi a brasileira Djenyfer Arnold, que deu um show na Cidade Maravilhosa e venceu de ponta a ponta. Foi a primeira conquista da triatleta na etapa do Rio de Janeiro. A tricampeã da prova, Pâmella Oliveira, ficou com a segunda colocação, enquanto Pietra Meneghini completou o pódio.

A vencedora explicou o ritmo forte adotado desde o início:

“Na natação, esse era realmente o meu objetivo. Eu sabia que vinha de uma intensidade um pouco maior do que elas, por estar fazendo a corrida olímpica, então pensei: ‘Tenho que sair na frente, fazer 20 quilômetros de ciclismo forte e depois manter’. Entendi que seria suficiente. Eu contava que a cabeça delas fosse quebrar. Não sei se quebrou ou não, mas fiz força até os 20 quilômetros. Depois, minha potência foi caindo. Pensei: ‘Bom, é isso. Mantém, mantém. Acho que, a cada cinco quilômetros, eu perdia cerca de 10 watts, mas deu certo. Então, não vou nem reclamar”, disse.

Djenyfer Arnold  venceu na Elite feminina

Djenyfer Arnold  venceu na Elite feminina

RESULTADOS

Masculino

1º – Ognjen Stojanovic (Sérvia) – 3h50min52
2º – Enzo Krauss (Brasil) – 3h52min46
3º – Martin Baeza (Chile) – 3h55min53

Feminino

1º – Djenyfer Arnold (Brasil) – 4h14min15
2º – Pâmella Nascimento de Oliveira (Brasil) – 4h24min44
3º – Pietra Meneghini (Brasil) – 4h38min50

Mais informações e resultados completos no site oficial https://unlimitedsports.com.br

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