Volta a Espanha: espanhol Castrillo conquista 1ª vitória profissional

Castrillo, de 23 anos, conquista a etapa 12 da Vuelta, sua primeira vitória profissional; Ben O’Connor continua na liderança geral, com 3min16s sobre Roglic

Bikemagazine
29 de agosto de 2024

Castrillo, de 23 anos, comemora sua primeira vitória como profissional um dia depois da morte do líder da equipe

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

O espanhol Pablo Castrillo (Kern Pharma) conquistou uma vitória emocionante e marcada por circunstâncias peculiares na 12ª etapa da Volta a Espanha. Esta foi a primeira vitória profissional do espanhol de 23 anos e a primeira em um Grand Tour. A vitória histórica veio no dia seguinte à morte do fundador e líder da Kern-Pharma, Manolo Azcona, aos 71 anos.

“É uma vitória incrível, é inacreditável. É para a equipe e para a equipe técnica. A fuga foi muito difícil. Os outros caras estavam muito fortes. Eu estava nervoso para o final, mas decidi atacar no plano e isso me levou à vitória da etapa. Pensei em atacar faltando 7 ou 8 quilômetros, mas vi os outros caras se olhando, então saí com 10 quilômetros. Realmente é um dia muito especial. Não consigo acreditar que venci na minha primeira Vuelta a España. Dedico esta vitória à minha equipe, à minha família e, acima de tudo, a uma pessoa muito especial, Manolo Azcona, que infelizmente faleceu ontem à noite. Pensei nele durante toda a etapa, para vencer em homenagem a ele”, celebrou Castrillo.

Castrillo completou os 137km entre Ourense e o alto da Montanha de Manzaneda em 3h36min12s. Na segunda colocação ficou o britânico Max Poole (DSM-Firmenich-NL Post) a 7 segundos, seguido pelo espanhol Marc Soler (UAE), a 16 segundos. A liderança na classificação geral continua com o australiano Ben O’Connor que administra 3min16s sobre o esloveno Primoz Roglic (Red Bull-Bora Hansgrohe) e 3min58s do espanhol Enric Mas (Movistar).

Fuga com 10 ciclistas

O terreno inspira as primeiras fugas. Dez ciclistas se destacaram após terem percorrido 42,1km na primeira hora da prova em um terreno ondulado: Marc Soler (UAE Team Emirates), Jhonatan Narvaez, Oscar Rodriguez (Ineos Grenadiers), Mauri Vansevenant (T-Rex Quick-Step), Carlos Verona (Lidl-Trek), Mauro Schmid (Jayco AlUla), Louis Meintjes (Intermarché-Wanty), Max Poole (DSM-Firmenich-PostNL), Harold Tejada (Astana Qazaqstan) e Pablo Castrillo (Kern Pharma).

Três deles – Soler, Rodriguez e Castrillo – correram pela icônica equipe de desenvolvimento Lizarte (agora Finisher), formada por Manolo Azcona, fundador da Asociacion Deportiva Galibier em 1993, estrutura que também deu origem ao Equipo Kern Pharma. O próprio Castrillo é um ciclista fruto do trabalho e da equipe de Azcona.

Um momento de silêncio foi observado no início para celebrar a memória de Azcona, que faleceu na quarta-feira aos 71 anos.

Em memória de Azcona

A equipe francesa Decathlon AG2R La Mondiale puxa o pelotão e a diferença sobe para 10’12’’ no quilômetro 86. O ritmo gradualmente aumenta em direção à escalada decisiva, mas os dez atacantes ainda estão a 7’15’’ no pé da montanha.

Soler ataca com 14 quilômetros para o final, mas seus rivais reagem. Verona contra-ataca, mas não é suficiente. E então, Castrillo parte com 10km para o final. Ele só olha para trás dentro do último quilômetro para ver que conseguiu segurar Poole e erguer um dedo ao céu, por Manolo Azcona.

Os favoritos ao título terminaram juntos, com uma diferença de 6’30’’.

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PRÓXIMA ETAPA

A Vuelta encerra sua jornada na Galícia na etapa 13, dia 30 de agosto, sexta-feira, entre Lugo e Puerto de Ancares, com percurso de 176km, um dia nas alturas. O Alto Campo de Arbre, uma subida de categoria 3, serve de abertura para a subida final, ao Puerto de Ancares, que será feito por uma vertente nunca pedalada antes na Vuelta, com um trecho de 7,7km a 9% com picos de 15%, além dos 5km finais a 12%.

Na etapa 13, a subida final será por uma vertente inédita na Vuelta

Na etapa 13, a subida final será por uma vertente inédita na Vuelta

AS ETAPAS
Etapa 1 – 17 de agosto – Lisboa – Oeiras – 12km, ITT
Etapa 2 – 18 de agosto – Cascais – Ourém – 194km
Etapa 3 – 19 de agosto – Lousã – Castello Branco – 191,5km
Etapa 4 – 20 de agosto – Plasencia – Pico Villuercas – 170,5km
Etapa 5 – 21 de agosto – Fuente del Maestre – Sevilha – 177km
Etapa 6 – 22 de agosto – Jerez de la Frontera – Yunquera -185,5 km
Etapa 7 – 23 de agosto – Archidona – Córdoba – 180,5km
Etapa 8 – 24 de agosto – Úbeda – Cazorla – 159km
Etapa 9 – 25 de agosto – Motril – Granada – 178,5 km

26 de agosto – Dia de descanso

Etapa 10 – 27 de agosto – Ponteareas – Baiona – 160km
Etapa 11 – 28 de agosto – Campus Tecnológico Cortizo Padrón – Cortizo Padrón – 166,5km
Etapa 12 – 29 de agosto – Ourense – Estación de Manzaneda – 137,5km
Etapa 13 – 30 de agosto – Lugo – Puerto de Ancares – 176km
Etapa 14 – 31 de agosto – Villafranca del Bierzo – Villablino – 200,5km
Etapa 15 – 1 de setembro – Infiesto – Valgrande Pajares Cuitu Negru – 143km

2 de setembro – Dia de descanso

Etapa 16 – 3 de setembro – Luanco – Lagos de Covadonga – 181,5km
Etapa 17 – 4 de setembro – Monumento Juan de Castillo Arnuero – Santander – 141,5km
Etapa 18 – 5 de setembro – Vitoria-Gasteiz – Maeztu – 179,5km
Etapa 19 – 6 de setembro – Logroño – Alto de Moncalvillo – 173,5km
Etapa 20 – 7 de setembro – Villarcayo – Picón Blanco – 172km
Etapa 21 – 8 de setembro– Madrid – Madrid – 24,6km

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