Volta a Espanha: Marc Soler vence a 16ª etapa; O'Connor resiste na liderança

Soler conquistou a mítica subida dos Lagos de Covadonga; Wout Van Aert cai na descida e abandona; Ben O'Connor lidera com 5s sobre Primoz Roglic

Bikemagazine
3 de setembro de 2024

Marc Soler comemora a vitória na mítica subida nos Lagos de Covadonga

Do Bikemagazine
Fotos de divulgação

O espanhol Marc Soler (UAE Team Emirates) venceu nesta terça-feira (3 de setembro) a 16ª etapa da Volta a Espanha. Soler, um dos ciclistas mais ativos nesta edição da Volta a Espanha,  levou a melhor sobre seus companheiros de fuga Filippo Zana (Jayco AlUla) e Max Poole (DSM-Firmenich-PostNL) e cruzou a meta de chegada com o tempo de 4h44min46s, 18 segundos à frente de Zana e 23  segundos à frente de Max. A mítica etapa com chegada nos Lagos de Covadonga, que recebe a Vuelta pela 23ª vez em sua história,  teve 181,3km, com largada em Luanco, com três grandes subidas e 3.820 metros de elevação total.

O espanhol Enric Mas (Movistar) partiu para o ataque com 60 quilômetros para o fim e cruzou a linha junto com o equatoriano Richard Carapaz (EF Education-EasyPost) e o esloveno Primoz Roglic (Red Bull-Bora-Hansgrohe) 58s à frente do líder geral Ben O’Connor (Decathlon-AG2R La Mondiale), que a duras penas manteve a camisa vermelha de líder da classificação geral e agora tem 5 segundos de vantagem sobre Roglic e 1min25s sobre o terceiro colocado Enric Mas.

“Eu perdi a vitória várias vezes e hoje finalmente consegui. Tentei acelerar várias vezes [na subida para Lagos de Covadonga], Max Poole também tentou várias vezes e no final consegui tirar essa vantagem. São sempre fugas de alto nível, mas, bem, eu sabia que tinha um ou dois ataques e isso é tudo. Eu tentei uma vez. Então [Poole] também manteve um ritmo forte e finalmente eu parti e não olhei para trás. Dedico esta vitória à minha esposa, meus filhos e estou muito feliz. É uma vitória muito especial porque eu não ganhei muito com esta equipe e, depois de dois anos, vencer aqui em La Vuelta é especial”, disse Soler.

O dia também foi marcado pela desistência de Wout van Aert (Visma-Lease a Bike), que atacou novamente, mas teve que abandonar depois de uma queda.

Ben O’Connor se esforçou para manter a liderança geral e conseguiu

Os escapados queriam mostrar serviço na jornada para Covadonga e Louis Vervaeke (T-Rex Quick-Step) atacou na bandeirada e uma batalha feroz pela fuga começou. O belga Wout van Aert (Visma-Lease a Bike) estava entre os primeiros atacantes do dia, mas caiu no início da etapa e foi forçado a abandonar.

A estrela belga estava entre os 16 ciclistas que conseguiram escapar depois de percorrer 46km na primeira hora. Isaac Del Toro, Jay Vine, Marc Soler (UAE Team Emirates), William Junior Lecerf (T-Rex Quick-Step), Marco Frigo, Matthew Riccitello (Israel Premier Tech), Sylvain Moniquet (Lotto Dstny), Darren Rafferty (EF Education-EasyPost), Oier Lazkano (Movistar), Fran Miholjevic (Bahrain Victorious), Felix Engelhardt, Filippo Zana (Jayco AlUla), Simon Guglielmi (Arkéa-B&B Hotels), Max Poole, Martijn Tusveld (DSM-Firmenich-PostNL) e Ion Izagirre (Cofidis) estavam na fuga.

Movistar e Decathlon AG2R La Mondiale ditam o ritmo

Van Aert abre caminho para o primeiro cume do dia, o Mirador del Fito de categoria 1 (km 77,1), e leva a melhor sobre Vine. O belga continua avançando na descida e no vale abre uma lacuna de 1’15” para seus antigos companheiros de fuga, enquanto o pelotão fica 10’10” atrás. Os perseguidores e o grupo, liderados pela equipe Decathlon AG2R La Mondiale de Ben O’Connor, aumentam a aposta.

Van Aert é pego à frente da segunda subida do dia, a Collada Llomena, de categoria 1. No começo da escalada, o pelotão fica 8’17” atrás, com a Movistar ditando o ritmo ao lado da Decathlon AG2R La Mondiale.

A queda de Wout Van Aert

A equipe espanhola estabelece um ritmo brutal na Collada Llomena e Enric Mas (Movistar) ataca a 60 km do fim, assim como Egan Bernal fez em 2021. Mas seus rivais reagem rapidamente. Mikel Landa (T-Rex Quick-Step) contra-ataca, mas também não tem sucesso. Valentin Paret-Peintre (Decathlon AG2R La Mondiale) traz de volta alguma ordem.

Novamente, Van Aert é o primeiro no cume (km 125), mas sofre uma queda feia na descida, com Engelhardt e Del Toro. A estrela belga tenta retomar a corrida, mas seus ferimentos o forçam a parar e se retirar da competição, onde venceu três etapas e brilhou em sua estreia no Grand Tour espanhol.

Ben O’Connor resiste na liderança

O pelotão entra na subida final 5’35” atrás dos escapados. Poole define seu ritmo e, rapidamente, apenas Soler e Zana ficam em posição de rivalizar com o jovem britânico e ninguém consegue reagir quando Soler ataca nos últimos 5km.

Enquanto isso, o basco Mikel Landa acelera com 8,5km para o fim. Enric Mas conduz a perseguição e contra-ataca a 5km, apenas Richard Carapaz e Primoz Roglic conseguem segui-lo até a linha de chegada, enquanto Ben O’Connor perde 58 segundos, mas mantém a liderança geral com uma margem de cinco segundos. “Não pensei que seria tão ruim hoje, mas no final salvei a camisa, então acho que é um lado positivo”, disse o líder.

Na classificação das camisas, com o abandono de Van Aert, que liderava na montanha e na classificação por pontos, Jay Vine (UAE Team Emirates) é o novo camisa de bolinhas e Kaden Groves (Alpecin Deceuninck) o camisa verde.  “Não é absolutamente a maneira como eu queria conquistar a camisa de bolinhas e, honestamente, Wout estava me vencendo no topo dessas subidas. Mas o objetivo da equipe era uma vitória e esse objetivo foi alcançado”, comentou Vine.

Groves destacou que Van Aert era o favorito da camisa verde. “Eu não esperava de jeito nenhum ganhar a camisa verde. Wout [van Aert] tinha uma liderança muito convincente na classificação por pontos. E eu sabia que seria muito provável que ele ganhasse no final, sem esquecer que ele estava liderando na montanha. Tudo que sei é que ele abandonou e é uma maneira bem terrível de usar a verde”, completou.

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ÚLTIMO KM

Próxima etapa
Nesta quarta-feira, 4 de setembro, a etapa 17 terá 141,5km entre o Monumento Juan de Castillo Arnuero e Santander. Será a última oportunidade clara para os velocistas nesta edição da Vuelta, mas com duas passagens de montanha de categoria 2 na primeira metade da etapa.

Etapa 17 tem duas passagens de montanha de categoria 2 na primeira metade do trajeto

AS ETAPAS
Etapa 1 – 17 de agosto – Lisboa – Oeiras – 12km, ITT
Etapa 2 – 18 de agosto – Cascais – Ourém – 194km
Etapa 3 – 19 de agosto – Lousã – Castello Branco – 191,5km
Etapa 4 – 20 de agosto – Plasencia – Pico Villuercas – 170,5km
Etapa 5 – 21 de agosto – Fuente del Maestre – Sevilha – 177km
Etapa 6 – 22 de agosto – Jerez de la Frontera – Yunquera -185,5 km
Etapa 7 – 23 de agosto – Archidona – Córdoba – 180,5km
Etapa 8 – 24 de agosto – Úbeda – Cazorla – 159km
Etapa 9 – 25 de agosto – Motril – Granada – 178,5 km

26 de agosto – Dia de descanso

Etapa 10 – 27 de agosto – Ponteareas – Baiona – 160km
Etapa 11 – 28 de agosto – Campus Tecnológico Cortizo Padrón – Cortizo Padrón – 166,5km
Etapa 12 – 29 de agosto – Ourense – Estación de Manzaneda – 137,5km
Etapa 13 – 30 de agosto – Lugo – Puerto de Ancares – 176km
Etapa 14 – 31 de agosto – Villafranca del Bierzo – Villablino – 200,5km
Etapa 15 – 1 de setembro – Infiesto – Valgrande Pajares Cuitu Negru – 143km

2 de setembro – Dia de descanso

Etapa 16 – 3 de setembro – Luanco – Lagos de Covadonga – 181,5km
Etapa 17 – 4 de setembro – Monumento Juan de Castillo Arnuero – Santander – 141,5km
Etapa 18 – 5 de setembro – Vitoria-Gasteiz – Maeztu – 179,5km
Etapa 19 – 6 de setembro – Logroño – Alto de Moncalvillo – 173,5km
Etapa 20 – 7 de setembro – Villarcayo – Picón Blanco – 172km
Etapa 21 – 8 de setembro– Madrid – Madrid – 24,6km

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