Chris Froome tem no currículo quatro vitórias no Tour de France, duas na Volta a Espanha e uma no Giro d’ItaliaDo Bikemagazine
Foto de Sirotti
O britânico Chris Froome, um dos maiores nomes do ciclismo de estrada nas últimas décadas, confirmou nesta sexta-feira (3 de julho) sua aposentadoria do esporte profissional. Aos 41 anos, o tetracampeão do Tour de France coloca um ponto final em uma carreira marcada por sete títulos de Grandes Voltas e pelo domínio do pelotão mundial durante boa parte da década de 2010.
O anúncio foi feito em Barcelona, cidade que recebe neste sábado a largada do Tour de France 2026. Sem competir desde o grave acidente sofrido durante um treinamento, em agosto do ano passado, Froome revelou que já sabia, naquele momento, que sua trajetória como ciclista havia chegado ao fim.
“Infelizmente aconteceu aquela queda no verão passado. Não era assim que eu queria encerrar minha carreira. Mas, naquele momento, eu já sabia que tinha acabado.”
Questionado diretamente se estava aposentado, respondeu de forma objetiva:
“Sim.”
As declarações foram dadas durante compromissos ligados à apresentação do Tour de France e confirmaram oficialmente um desfecho que já era esperado desde que o britânico deixou de competir após o acidente.
Sete títulos em Grand Tours
Nascido em Nairóbi, no Quênia, Froome passou a representar a Grã-Bretanha e construiu uma trajetória que o coloca entre os maiores vencedores da história do ciclismo.
Pela equipe Sky — posteriormente rebatizada como Ineos — conquistou quatro títulos do Tour de France (2013, 2015, 2016 e 2017), duas Voltas da Espanha (2011 e 2017) e o Giro d’Italia de 2018. Naquele período, chegou a deter simultaneamente os títulos das três Grandes Voltas, um feito alcançado por pouquíssimos ciclistas.
Além dos triunfos nas Grandes Voltas, Froome conquistou medalhas de bronze no contrarrelógio dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e Rio 2016, além do bronze no Campeonato Mundial de 2017.
Acidentes mudaram o rumo da carreira
A reta final da carreira foi marcada por graves acidentes. Em 2019, durante o reconhecimento de um contrarrelógio do Critérium du Dauphiné, Froome sofreu múltiplas fraturas em uma queda que comprometeu definitivamente seu rendimento esportivo. Mesmo após longa recuperação e a transferência para a Israel-Premier Tech, o britânico nunca voltou ao nível que o tornou dominante no pelotão internacional.
Em agosto de 2025, um novo acidente durante um treinamento, no sul da França, provocou cinco costelas quebradas, pneumotórax e fratura em uma vértebra lombar. Desde então, ele não voltou a competir. Foi justamente esse episódio que consolidou sua decisão de encerrar a carreira.
Mesmo sem conseguir disputar novamente o Tour de France como sonhava, Froome deixa o ciclismo como um dos maiores vencedores da história da modalidade, com sete títulos de Grandes Voltas e um legado que marcou uma geração de fãs do esporte.





