Do Bikemagazine
Foto de divulgação Fábio Falconi
A capital recebe neste fim de semana o Ironman 70.3 Brasília 2026. Segunda etapa da temporada, a prova reúne triatletas profissionais e amadores do Brasil e do exterior em um dos cenários mais emblemáticos do país, com largada e chegada no Pontão do Lago Sul, às margens do Lago Paranoá.
A competição segue o tradicional formato 70.3, com 1,9km de natação, 90km de ciclismo e 21,1km de corrida, exigindo resistência, estratégia e consistência ao longo de todo o percurso.
A expectativa é de uma disputa equilibrada tanto entre os profissionais quanto nas categorias amadoras, reforçando o protagonismo de Brasília no calendário nacional do endurance.
Estrutura e clima de evento internacional
A programação oficial começou na quinta-feira (23 de abril) com a abertura do Ironman Village, espaço que concentra a retirada de kits, ativações de marcas e interação entre atletas, familiares e público. Mais do que um ponto logístico, o Village se transforma no coração do evento nos dias que antecedem a largada, criando o ambiente típico das grandes provas internacionais.
Além da prova principal, o fim de semana também contará com o Ironkids, voltado a crianças de 2 a 12 anos, e a coletiva de imprensa com os atletas profissionais.
O percurso em Brasília combina velocidade e beleza. A natação acontece no Lago Paranoá, seguida por um ciclismo predominantemente plano e rápido — característica que pode favorecer disputas intensas — antes da meia maratona decisiva, com chegada novamente no Pontão.
Vagas para o Mundial e premiação
A etapa brasiliense distribui vagas para Mundial de Ironman 70.3 2026, que será realizado em setembro, em Nice, na França. Entre os amadores, serão 60 vagas (30 masculinas e 30 femininas), enquanto a elite profissional disputa duas vagas — uma por gênero.
A premiação total para os profissionais é de 15 mil dólares, o que aumenta ainda mais o nível de competitividade em uma start list já bastante qualificada.
Brasileiros fortes na briga pelo topo
No masculino, o Brasil chega com nomes experientes e competitivos. O principal destaque é Reinaldo Colucci, campeão do Ironman Brasil em 2022 e 2024, além de olímpico, que vive boa fase após pódios recentes, incluindo o vice-campeonato em Curitiba nesta temporada.
Outro nome de peso é Igor Amorelli, campeão do Ironman Brasil em 2014 e dono de sete vitórias no circuito 70.3, consolidado como um dos atletas mais respeitados da modalidade.
A lista de candidatos ao pódio inclui ainda Danilo Pimentel, quarto colocado em Curitiba 2026, André Lopes e o jovem Enzo Krauss, que já mostrou potencial ao subir ao pódio nesta temporada.
Entre os estrangeiros, o argentino Luciano Taccone aparece como principal ameaça. Campeão do Ironman Brasil em 2023 e 2025, ele soma títulos importantes, incluindo o Ironman 70.3 Rio de Janeiro 2025. O português Filipe Azevedo, vice-campeão em Aracaju 2025, também entra na disputa como nome forte.
Feminino promete disputa intensa
Na elite feminina, a principal referência é a brasileira Djenyfer Arnold. Vencedora das etapas de Brasília, São Paulo e Florianópolis em 2025, além de atleta olímpica, ela chega como favorita e com histórico recente dominante no circuito nacional.
A concorrência internacional, no entanto, promete elevar o nível da prova. A atleta dos Emirados Árabes Unidos Lottie Lucas estreia no Brasil com currículo consistente, incluindo participações no Mundial de Kona. Já a cazaque Ekaterina Shabalina, olímpica em Paris 2024, também disputa pela primeira vez uma etapa brasileira.
Outro nome forte é a argentina Romina Biagioli, com duas participações olímpicas, além da norte-americana Rachel Olson, que acumula pódios no circuito.
Entre as brasileiras, Giovanna Opipari, Luiza Pais e Mikelle Coelho aparecem como destaques em ascensão, enquanto a alemã Sarah Schoenfelder completa o grupo internacional.
Brasília consolidada no calendário
Esta será a sétima edição do Ironman 70.3 em Brasília, que retornou ao calendário em 2025 após uma década de ausência. No retorno, o Brasil dominou com vitórias de Miguel Hidalgo e Djenyfer Arnold, reforçando a força nacional na modalidade.
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